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Não dava pra não colocar o cavalinho

Ano esquisito esse. Crises, notícias ruins aos montes, entre as quais a cada vez mais inacreditável queda do avião da Chapecoense, inúmeros famosos que se foram (sim, todo ano os há, mas a safra de 2016 parece ter sido maior – e no meu caso a que mais doeu sem dúvida foi a de Gaúcho, meu primeiro ídolo). O mundo fora do futebol – sim, ele existe – foi turbulento.

Para os palmeirenses, contudo, o ano dificilmente poderia se encerrar de maneira melhor. O Brasil voltou a ser nosso (depois de um ou vinte e dois anos, como preferir), ensinamos ao país inteiro com quantos títulos se faz um enea e as perspectivas para 2017 são também muito animadoras.

O começo não foi lá essas coisas, e o capital conquistado por Marcelo Oliveira ao levantar a Copa do Brasil rapidamente se esvaiu. Já em março ele se foi, mas o substituto foi um tiro na mosca. #VoltaCuca

De maio a novembro, com raros momentos de turbulência, o Verdão navegou em mares tranquilos (claro que só podemos afirmar isso mais de um mês após o final feliz, mas o fato é que, revendo calmamente, foi assim mesmo). Não teve nem cheiro de desgraça. 2009 nunca mais.

Agora, enfim trazemos para você o resumo da já saudosa temporada verde. Você poderá compará-la com os anos anteriores clicando aqui para 2015, aqui para 2014aqui para 2013.

Se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do ano em que o maior campeão nacional foi novamente campeão nacional (admito: este parágrafo ficou igual ao de 2015. Bom que seja assim, não?).

Nota: este Instituto Palestrino de Estatística não faz tudo sozinho. Agradecemos alguns dados obtidos através da sempre recomendada Porcopedia e os dados sobre assistências e gols do Brasilerão enviados pelo amigo @edersep.

Chega de papo. Mergulhe agora nos números do ano. O ano do número 9.

Desempenho

Aproveitamento: 62%

Jogos: 67 (Série A 38, Paulista 17, Libertadores 6, Copa do Brasil 4, Amistosos 2)

Vitórias: 36 (Série A 24, Paulista 8, Libertadores 2, Copa do Brasil 1, Amistosos 1)

% Vitórias: 54 (Série A 63, Paulista 47, Libertadores 33, Copa do Brasil 25)

Empates: 16 (Série A 8, Paulista 4, Libertadores 2, Copa do Brasil 1, Amistosos 1)

% Empates: 24% (Série A 21, Paulista 24, Libertadores 33, Copa do Brasil 25)

Derrotas: 15 (Série A 6, Paulista 5, Libertadores 2, Copa do Brasil 2)

% Derrotas: 22% (Série A 16, Paulista 29, Libertadores 33, Copa do Brasil 50)

palmeiras-estreia

O primeiro jogo do ano

Gols, gols, gols

Gols marcados: 110 (Série A 62, Paulista 29, Libertadores 12, Copa do Brasil 5, Amistosos 2)

Gols marcados por jogo: 1,64 (Série A 1,63; Paulista 1,70; Libertadores 2,00; Copa do Brasil 1,25)

Gols sofridos: 63 (Série A 32, Paulista 19, Libertadores 8, Copa do Brasil 4, Amistosos 0)

Gols sofridos por jogo: 0,94 (Série A 0,84; Paulista 1,12; Libertadores 1,33; Copa do Brasil 1,00)

Saldo de gols: 47 (Série A 30, Paulista 10, Libertadores 4, Copa do Brasil 1, Amistosos 2)

Tripletes: nenhum (último: Lucas Barrios (4×1 Fluminense, 16/9/2015)

Maior goleada aplicada: 4×0 River Plate-URU, Atlético-PR e Figueirense

Maior goleada sofrida: 1×4 Água Santa

Jogo com mais gols: Palmeiras 4×3 Grêmio

Placares mais comuns: 2×0 (dez vezes), 2×1 e 1×2 (oito vezes cada)

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Essa bola marota será o gol mais incrível de 2016

Os gols do Brasileirão

Os 62 tentos alviverdes foram assim distribuídos:

29 de pé direito de dentro da área

8 de pé esquerdo de dentro da área

4 de pé direito de fora da área

4 de pênalti (e não venham com essa de que isso afinal é pé direito ou esquerdo dentro da área)

1 de falta (em dois toques)

16 de Cucabol cabeça

cucabol

Lá vem Cucabol

Classificações finais

Série A: ENEACAMPEÃO!

Libertadores da América: 18º colocado

Campeonato Paulista: quarto colocado

Copa do Brasil: quadrifinalista

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É nossa

Jogadores

Quem mais atuou: Vítor Hugo (59)

O resto do pódio: Dudu e Jean (53 cada)

Os outros top 10: Gabriel Jesus (48), Zé Roberto (51), Fernando Prass (41), Thiago Santos (40), Moisés e Tchê Tchê (39 cada), Alecsandro (36)

Quantos jogadores atuaram: 41 (nove a menos que em 2015, sendo que dois estrearam na última rodada)

Artilheiro: Gabriel Jesus, 21 gols

O resto do pódio: Alecsandro (12) e Dudu (9). Em 2015 o terceiro tinha feito 14 (Cristaldo), mas em 2014 apenas 5 (Wesley).

Os outros top 10: Jean (8), Vítor Hugo, Rafael Marques e Allione (5 cada), Moisés, Cleiton Xavier, Róger Guedes, Thiago Martins, Barrios, Mina e Cristaldo (4 cada)

Mais assistências: Dudu (12)

O resto do pódio: Robinho (8) e Cleiton Xavier (7)

Os outros top 10: Jean (6), Róger Guedes (5), Gabriel Jesus, Alecsandro e Thiago Santos (4 cada), Zé Roberto, Egídio e Rafael Marques (3 cada)

Quantos jogadores marcaram: 23 (fora um gol contra)

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O que mais jogou e o que mais marcou

Cartões

Mais cartões vermelhos: num ano com incrivelmente apenas dois expulsos, somente Gabriel Jesus (contra o Rosario Central) e Allione (Grêmio, em momento decisivo da Copa do Brasil) foram pro chuveiro mais cedo. Em 2015 haviam sido 10 vermelhos.

Recorde: O Palmeiras se tornou o primeiro clube na história dos Brasileiros de pontos corridos a terminar o torneio sem expulsões.

Mais cartões amarelos: Gabriel Jesus (claro), 16. Depois Thiago Santos (claro), 12, Vítor Hugo 11, Alecsandro 10, Matheus Sales 9, Edu Dracena 8.

O santo: Cristaldo, 11 jogos sem cartão. Ano passado Rafael Marques passou ileso em 56 partidas

Cartões no banco: houve seis cartões amarelos dados a jogadores no banco em nossas partidas. O único palmeirense advertido assim foi Vagner, contra o Santos na semi do Paulista; no mesmo jogo Elano também foi punido assim – pela segunda vez no ano, já que no 0x0 da primeira fase isso já tinha acontecido!

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Uma cena bem comum

Técnicos

Marcelo Oliveira: 12 partidas, com 5V/5E/2D (aproveitamento 56%)

Cuca: 51 partidas, com 29V/11E/11D (aproveitamento 64%)

Houve ainda partidas com Tico dos Santos (1×2 Nacional), Alberto Valentim (2×0 São Paulo) e Cuquinha (2×0 Flu no turno e 1×3 Botafogo)

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Cucampeão

Nossa casa

Jogos no Allianz Parque: 27

Maior público e renda: 40.986 pagantes e R$ 4 171 317,26 em Palmeiras 1×0 Chapecoense.

Recorde: este jogo marcou o maior público da história do centenário Palestra Itália (que datava de 1976)

Menor público: 18.413 pagantes em Palmeiras 1×2 Ferroviária

Menor renda: R$ 915 440,54 em Palmeiras 4×1 Capivariano

Público total: 855.651 (média de 31.691 por partida)

Renda total: R$ 56.113.907,32 (média de R$ 2.078.292,86 por jogo)

Ticket médio: R$ 65,58 por ingresso (7,5% a menos que em 2015).

Times que nos visitaram mais de uma vez no ano: apenas um, o Santos.

Jogos de mata-mata: 3, com duas vitórias e um empate.

Jogos em que era obrigatório vencer: 2, com uma vitória (River Plate-URU, e não adiantou) e um empate (Grêmio)

Gol Sul: marcamos 30, sofremos 6

Gol Norte: marcamos 20, sofremos 12

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Vira, vira, vira… virou?

Jogos em que saímos ganhando: 44

Viradas sofridas: 2 (Linense, Cruzeiro)

Jogos em que saímos perdendo: 18

Viradas conseguidas: 2 (São Paulo, Vitória)

Todos estes jogos com viradas terminaram 2×1. Vale ainda destacar, claro, que em Palmeiras 4×3 Grêmio houve uma virada e uma revirada.

mina

Esse foi o empate. O cara mais atrás virou

Adversários

Clássicos: 10 (5 vitórias, 3 empates, 2 derrotas). Aproveitamento: 60%

Corinthians: 3V sem levar gol, o que não acontecia desde 2007.

São Paulo: 2V/1D

Santos: 3E/1D

Quem marcou em clássicos: Mina 3, Dudu e Rafael Marques 2, Robinho, Cleiton Xavier, Vítor Hugo e Moisés

Clubes estrangeiros enfrentados: 4 (Libertad, River Plate-URU, Rosario Central, Nacional)

Times enfrentados mais vezes: Grêmio e Santos (4 vezes cada)

derby

Batemos o Corinthians em três estádios diferentes

Ineditismos

Novos jogadores: 16 (Artur, Edu Dracena, Erik, Fabiano, Fabrício, Jean, Mina, Moisés, Régis, Rodrigo, Roger Carvalho, Róger Guedes, Tchê Tchê, Vagner, Vinicius Silvestre, Vitinho) – doze a menos que 2015

Novos artilheiros*: 9 (Erik, Fabiano, Jean, Mina, Moisés, Róger Guedes, Tchê Tchê, Thiago Martins, Thiago Santos)

*jogadores que marcaram seu primeiro gol este ano

Novos adversários: 2 (River Plate-URU e Água Santa)

Novos estádios: 2 (Domingo Burgueño em Maldonado-URU e José Liberatti em Osasco-SP)

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Que primeiro gol, hein, Fabiano?

Maiores sequências

Vitórias: 3 (diversas vezes)

Invencibilidade: 10 (Chapecoense, Vitória, Atlético-PR, Ponte Preta, Fluminense, Botafogo-PB, São Paulo, Grêmio, Flamengo, Corinthians)

Derrotas: 4 (Nacional-URU, Audax, Red Bull, Água Santa)

Jogos sem vitórias: 5 (São Bento, Oeste, Linense, River Plate-URU, Santos)

Jogos marcando gols: 13 (todos entre Audax e Fluminense no 1º turno do BR)

Jogos sem marcar gols: 1 (dez vezes). Ou seja, o Palmeiras em nenhum momento do ano ficou dois jogos sem marcar.

Jogos sem levar gols: 3 (Libertad, Nacional e Botafogo-SP, os três primeiros jogos da temporada)

Jogos levando gols: 4 (três vezes)

Palmeiras Campeão Brasileiro de 2016 - Ricardo Stuckert/CBF

Jailsão teve uma sequência própria de 19 jogos invicto no BR

Árbitros com 3 ou mais jogos ou de finais

Cinco jogos: Dewson Freitas (2×1 Flamengo, 3×0 Botafogo-PB, 3×2 Santa Cruz, 0x1 Santos, 2×1 Vitória)

Três jogos: Anderson Daronco (incluindo o Palmeiras 1×0 Chapecoense da taça), Heber Roberto Lopes, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza Raphael Claus, Ricardo Marques Ribeiro e Vinicius Furlan

Bola na marca fatal

Disputas de pênaltis: 2, com 2 derrotas (Nacional-URU em torneio amistoso e Santos no Paulista)

Pênaltis cobrados nestas disputas: 11, com 5 acertos e 6 erros.

Um acerto e um erro: Rafael Marques e Fernando Prass

Um acerto: Zé Roberto, Cleiton Xavier, Jean

Um erro: Dudu, Allione, Gabriel Jesus, Lucas Barrios

Pênaltis defendidos por Prass (nas disputas): Fernández, Ramírez e Lucas Lima

Pênaltis defendidos durante os jogos: Marco Rúben (Rosario Central) e Lucca (Corinthians)

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Já já vai ter gol. Do Palmeiras.

Algumas curiosidades

– O Palmeiras finalmente deixou de ser o pior time paulista no BR, o que vinha acontecendo seguidamente desde 2011 (2010 se incluirmos os times do interior).

– Pela primeira vez desde 1997 o Palmeiras foi o paulista melhor colocado no Brasileiro.

– O Palmeiras atuou em 9 Estados durante o ano: SP, RJ, MG, PR, SC, RS, BA, PB, PE; além disso, atuou no Distrito Federal e em dois outros países (Argentina e Uruguai).

Os 5 principais jogos do ano em nossa opinião

Palmeiras 2×0 Rosario Central (Libertadores da América): esse jogo não entra por ter sido particularmente importante na temporada, e sim como homenagem a uma das maiores atuações individuais do Verdão no século, certamente a maior do novo estádio. O que Fernando Prass fez foi um espanto.

Palmeiras 4×0 Atlético-PR (Brasileiro): após a queda no Paulista, Cuca havia dito que o time seria campeão brasileiro. A estreia no torneio demonstrou que não eram palavras ao vento.

Botafogo 3×1 Palmeiras (Brasileiro): uma derrota sim, por que não? Foi aqui que Cuca percebeu que para garantir a taça seria necessário mudar um pouco o estilo. Nasceu então o time que só perderia um dos 21 jogos seguintes e com enorme solidez rumou para a glória.

Corinthians 0x2 Palmeiras (Brasileiro): no momento mais difícil do segundo semestre, um simples empate em Itaquera poderia custar a liderança. Mas o time foi absoluto, dominou do início ao fim e ganhou um embalo decisivo.

Palmeiras 1×0 Chapecoense (Brasileiro): entramos 98% campeões, saímos 100%. Um jogo que apesar do placar magro nunca fugiu ao controle, ainda mais com a calma de quem sabia que ao mesmo tempo o Santos tropeçava – o que por si só bastava. E, claro, uma partida que jamais será esquecida não só por representar a reconquista do Brasileirão como por ter sido o ato derradeiro de 13 jogadores e um técnico. De todos os atletas da Chape que atuaram aquele dia, apenas Alan Ruschel escapou da morte 30 horas após o apito final. Não era a intenção terminar esse textão assim, mas agora vejo que não consigo fazê-lo de outra forma. Que sejam sempre lembrados.
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No Allianz, o adeus

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Em preto e branco para entrarmos no clima

Você que nos lê agora certamente gosta de futebol. Deve bater uma bolinha de vez em quando; quem sabe até faça parte de um time que já jogou o campeonato do bairro, da faculdade, da firma. Imagine então se sua equipe conseguisse ir além desse nível e pudesse disputar um torneio oficial. Seria certamente um dia histórico, não?

Pois é: esta foi a fronteira ultrapassada pelo Palestra Italia há exatos 100 anos. Foi em 13 de maio de 1916, 28º aniversário da abolição da escravatura, que o clube de menos de dois anos de idade entrou no campo da Floresta envergando a Cruz de Savoia para ganhar o primeiro ponto de sua história.

Desde 1915 o Palestra pleiteava inscrição à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), que organizava um dos torneios estaduais de então – na época vigia a cisão do Campeonato Paulista entre ela e a LPF, Liga Paulista de Foot-ball. O clube, contudo, foi recusado em seu primeiro ano de vida.

O quadro mudou em 1916 com a exclusão do Scottish Wanderers, acusado de profissionalismo. Talvez o Palestra até conseguisse vaga no torneio sem este fato (afinal eram sete os participantes), porém a saída dos escoceses facilitou a entrada da equipe tricolor (sim, verde, branco e um tantinho de vermelho). Justamente naquele ano, porém, o Corinthians estava na LPF (uma consequência do confronto entre clubes de elite e populares; mais sobre o tema pode ser lido aqui) e por esta razão o Derby só nasceria um ano depois.

Enfim, o fato é que às 16 horas daquele sábado o árbitro Irineu Malta deu início não só à partida e ao Campeonato Paulista daquele ano (era o jogo inaugural do torneio), como a uma história que hoje completa uma centena de anos. Veja como o match foi anunciado no jornal O Estado de S. Paulo daquele dia:

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Com a bola rolando, Zecchi abriu o placar para o Mackenzie; o Palestra Italia empatou ainda no primeiro tempo com Dante Vescovini (algumas fontes dizem Valle II, mas nos parece que isto está errado). E o placar não mais se alterou. O estreante do dia não foi dobrado por um clube que participava pela 11ª vez do torneio, e começou com um bom resultado sua trajetória rumo ao gigantismo nas competições que disputa. Eis o relato do jogo no Estadão:

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No fim das contas, acabou sendo um torneio de aprendizado: o Palestra venceu apenas 2 dos 12 jogos (Ypiranga, na segunda rodada, e o Santos, no primeiro jogo oficial do Alviverde que futuramente seria definido como clássico) e acabou em sexto, à frente somente do time que homenagearia 26 anos depois em meio à Segunda Guerra. O Mackenzie foi o terceiro, e o Paulistano terminou com o primeiro título da sequência que culminou no único tetracampeonato paulista – que não virou penta porque o jovem time de 1914 já não era tão jovem assim em 1920, e em seu quinto ano conquistou sua primeira taça.

O tempo passou, o nome mudou e hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras segundo nossas contas soma – tome fôlego – 4402 partidas oficiais, que nos renderam 44 taças (grosso modo, uma a cada cem partidas). Mas, como diz o provérbio, uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo – e é este passo que agora chega aos três dígitos e merece ser lembrado como capítulo fundamental de nossa história.

FICHA TÉCNICA (retirada do Mondo Palmeiras):

13/05/1916 – Palestra Italia 1 X 1 Mackenzie

Palestra: Fabbrini; Grimaldi e Ricco; Bianco, Fabbi I e De Biasi; Gobbato, Valle II, Dante Vescovini, Bernardini e Cestari

Mackenzie: Arnaldo; Plínio e Claudino; Campos, Pestana e Shelders; Jarbas, Oscar, Maciel, Zecchi e Cassiano

Local: estádio da Floresta

Gols: Vescovini (Palestra) e Zecchi (Mackenzie)

Árbitro: Irineu Malta

Palestra_Itália-1916

Os primeiros cornetados

*

A seguir, uma relação dos jogos oficiais disputados pelo Palmeiras até hoje. Como toda lista do tipo, há casos dúbios. Alguns torneios foram retirados, como os Campeonatos Paulistas Extras, Torneio dos Campeões Rio-São Paulo, Copa Bandeirantes, Taças Cidade de São Paulo e os Torneios Início, porque… não sei, porque não me convenci de que deveria listá-los.

Os valores e competições alinhados à direita estão ali somente para destrinchar melhor os números (não foram somados duas vezes). Os jogos que valeram ao mesmo tempo pelo Paulista e Rio-São Paulo – entre eles o histórico 8×0 sobre o Corinthians – foram contados em ambas as competições mas descontados uma vez no final, de modo que o total reflete realmente o número de vezes que o Palestra Italia/Palmeiras entrou em campo.

 oficiais

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1994 World Cup Final. Pasadena, USA. 17th July, 1994. Brazil 0 v Italy 0. (Brazil won 3-2 on penalties). Brazilian star Romario drapes himself in his country's flag after Brazil won the World Cup by beating Italy on penalties.

Em 1994 ele foi o cara

“Ué, mas esse não é um blog sobre o Palmeiras?”

É sim, amigo, mas há alguns jogadores cujo histórico justifica um texto – contando seu histórico contra nós, naturalmente. Entre outros, já falamos de Garrincha, Sócrates e até mesmo de Ronaldo, esse que hoje parece uma antítese do hoje senador e ontem companheiro de ataque de Seleção (a dupla recebeu o famigerado apelido de “Rô-Rô“).

Assim, vamos relembrar o que Romário de Souza Faria fez contra o Palmeiras – e, saibam de antemão, não foi pouco!

A carreira do Baixinho começou no Vasco, ainda nos anos 80. Seu primeiro jogo profissional foi em 1985, e por mais três anos e meio ele ficaria no cruz-maltino; pouco após jogar as Olimpíadas de Seul (ao lado de nenhum palmeirense, eu rechequei) foi para o PSV, de onde seguiu para o Barcelona e para o título mundial de 1994.

Toda essa enrolação para dizer que somente depois disso, já aos 29 anos, é que finalmente o campeão da Copa encontrou o campeão do Século: em 3 de setembro de 1995, Romário sofreu mas vazou Velloso. Só que o “melhor ataque do mundo” formado também por Sávio e Edmundo tinha diante de si o então bicampeão brasileiro – e o Palmeiras venceu por 2 a 1 em pleno Maracanã.

Começou aí uma longa tradição: Romário contra o Verdão era usualmente sinal de bola na rede. Foram 23 jogos, e em 14 deles o 11 foi às redes, somando 22 gols – o Palmeiras é o terceiro time que mais levou gols do atacante (apenas Botafogo e Olaria estão à frente, ou atrás dependendo do ponto de vista).

O Palmeiras ganhou uma taça à vera (o Rio-SP 2000) e duas amistosas (Copa Euroamérica 1996 e Troféu Naranja 1997) enfrentando o artilheiro. E foi vice de forma acachapante uma vez – claro, falamos da Copa Mercosul de 2000, em cuja decisão Romário fez seu segundo triplete no Alviverde – o primeiro, curiosamente, foi exatamente no supracitado Troféu Naranja, quando ele atuava pelo Valencia. Não, não tem link pra esses jogos.

Se é fato que enfrentá-lo era sinal de gol sofrido, também era muitas vezes um bom presságio: dos 23 encontros, vencemos 10 e empatamos 6. Das sete derrotas, a da Mercosul foi a penúltima: depois disso, ele só nos venceria em 2002, marcando um gol de pênalti em Rodrigo Taddei. Foi o terceiro dos cinco gols que ele faria através de penalidade máxima. Já não viriam muitos mais: os dois últimos foram numa goleada a nosso favor no Palestra: 5×2 em 2005.

O adeus foi em 2007, num empate em São Januário em que ele passou em branco. Antes, ja tinha rodado por Fluminense (levou 3×0 de um Palmeiras já quase rebaixado), Catar, EUA e Austrália. Ficaria na ativa por mais um ano, até marcar seu milésimo gol e enfim descansar em paz – no bom sentido, claro.

O velho Palestra Itália pôde vê-lo oito vezes. Não foi muito, mas foi certamente o suficiente para entender porque Romário foi o maior centroavante brasileiro, quiçá mundial, dos últimos 50 anos. Estes mesmos que ele hoje completa.

 *

Lista completa dos jogos de Romário contra o Palmeiras:

Flamengo 1×2 Palmeiras (BR 1995) – 1 gol

Flamengo 1×1 Palmeiras (Euroamérica 1996) – 1 gol

Flamengo 2×0 Palmeiras (CB 1997) – 1 gol

Palmeiras 0x1 Flamengo (CB 1997)

Valencia 3×1 Palmeiras (Naranja 1997) – 3 gols

Palmeiras 2×1 Flamengo (BR 1998) – 1 gol

Flamengo 2×1 Palmeiras (CB 1999) – 1 gol

Palmeiras 4×2 Flamengo (CB 1999) – desculpa, o dia era de Euller…

Flamengo 1×1 Palmeiras (BR 1999)

Vasco 3×3 Palmeiras (Rio-SP 2000) – 2 gols (1 de pênalti)

Palmeiras 2×1 Vasco (Rio-SP 2000) – 1 gol

Vasco 1×2 Palmeiras (final Rio-SP 2000) – 1 gol

Palmeiras 4×0 Vasco (final Rio-SP 2000)

Palmeiras 3×0 Vasco (BR 2000)

Vasco 2×0 Palmeiras (final Mercosul 2000)

Palmeiras 1×0 Vasco (final Mercosul 2000)

Palmeiras 3×4 Vasco (final Mercosul 2000) – 3 gols (1 de pênalti)

Palmeiras 1×3 Vasco (BR 2001) – 2 gols (1 de pênalti)

Vasco 2×2 Palmeiras (Rio-SP 2002) – 2 gols de pênalti

Fluminense 0x3 Palmeiras (BR 2002)

Palmeiras 5×2 Vasco (BR 2005) – 2 gols

Vasco 0x0 Palmeiras (BR 2005)

Vasco 2×2 Palmeiras (BR 2007)

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O jogo agora é mais difícil

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Em dois segundos ganharemos o ano

Em dois segundos ganharemos o ano

Tudo está bem quando termina bem. Se esta frase é mesmo verdade, então fechamos 2015 com uma paz de espírito inédita neste século (eu diria que os anos mais próximos foram 2008, que pareceu apontar para um bom futuro, e 2003, por puro alívio e pela molecada de então). Com taça, temos que remontar a 1998.

Foram altos, baixos e um enorme alto de novo no fim. Um ano agitado, de reforços por atacado, de nos acostumar de vez à nova casa, de “água limpa”. De moleque da base que todos queriam ver subir, de moleque da base que poucos conheciam e arrebentou na final. De chapéu.

São os números desse ano que vamos destrinchar agora. Você poderá compará-los com os anos anteriores clicando aqui para 2014aqui para 2013.

E, principalmente, se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do ano em que o maior campeão nacional foi novamente campeão nacional.

Nota: este Instituto Palestrino de Estatística não faz tudo sozinho. Agradecemos alguns dados obtidos através da sempre recomendada Porcopedia e os dados sobre assistências enviados pelo amigo @edersep.

Desempenho

Aproveitamento: 57%

Jogos: 72 (Série A 38, Paulista 19, Copa do Brasil 13, Amistosos 2)

Vitórias: 37 (Série A 15, Paulista 12, Copa do Brasil 8, Amistosos 2)

% Vitórias: 51% (Série A 39, Paulista 63, Copa do Brasil 62)

Empates: 13 (Série A 8, Paulista 2, Copa do Brasil 3)

% Empates: 18% (Série A 18, Paulista 11, Copa do Brasil 23)

Derrotas: 22 (Série A 15, Paulista 5, Copa do Brasil 2)

% Derrotas: 31% (Série A 39, Paulista 26, Copa do Brasil 15)

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Um empate e uma vitória ao mesmo tempo

Gols, gols, gols

Gols marcados: 119 (Série A 60, Paulista 28, Copa do Brasil 25, Amistosos 6)

Gols marcados por jogo: 1,65 (Série A 1,58, Paulista 1,47, Copa do Brasil 1,92)

Gols sofridos: 82 (Série A 51, Paulista 14, Copa do Brasil 14, Amistosos 3)

Gols sofridos por jogo: 1,13 (Série A 1,34, Paulista 0,74, Copa do Brasil 1,08)

Saldo de gols: 37 (Série A 9, Paulista 14, Copa do Brasil 11)

Tripletes: 1 (Lucas Barrios nos 4 a 1 contra o Fluminense no segundo turno do Brasileiro)

Maior goleada aplicada: 5×1 Sampaio Correa (menção honrosa para os 4×0 no SPFC)

Maior goleada sofrida: 1×5 Chapecoense

Zé fez dois na maior goleada do ano.

Zé fez dois na maior goleada do ano.

Classificações finais

Série A: 9° colocado

Campeonato Paulista: vice-campeão

Copa do Brasil: TRICAMPEÃO!

Jogadores

Quem mais atuou: Fernando Prass (68). Em 2014 haviam sido 32 jogos.

O resto do pódio: Vítor Hugo (58), Dudu, Lucas e Rafael Marques (todos 56)

Os outros top 10: Robinho (52), Zé Roberto (51), Cristaldo (46), Arouca e Gabriel (40 cada)

Quantos jogadores atuaram: 50 (o mesmo que em 2014)

Estreantes do ano: 28 (todos os reforços com exceção de Cleiton Xavier e Rafael Marques mais Gabriel Jesus, Matheus Sales, Lucas Taylor, Jóbson e Jaílson ) – quatro a mais que 2014

Todos os 25 reforços: tente lembrá-los!

Artilheiro: Dudu, 16 gols

O resto do pódio: Rafael Marques (15) e Cristaldo (14). Curiosidade: em 2014, o terceiro havia sido Wesley, com 5. Melhorou…

Os outros top 10: Leandro Pereira (10), Robinho (9), Barrios e Vítor Hugo (8 cada), Gabriel Jesus e Zé Roberto (7 cada), Lucas (4)

Mais assistências: Dudu e Robinho (13 cada)

Todos os outros: Lucas e Egídio (7 cada), Zé Roberto (6), Rafael Marques e Allione (5 cada); Kelvin e Gabriel Jesus (3 cada); Valdivia, Alecsandro, Cristaldo, Vítor Hugo, Barrios, João Paulo (2 cada); Cleiton Xavier, Wellington, Gabriel, Arouca e Victor Ramos (1 cada).

Quantos jogadores marcaram: 22 (fora um gol contra)

Marcaram pela primeira vez em 2014: 14 (Alan Patrick, Alecsandro, Allione, Andrei Girotto, Dudu, Egídio, Gabriel, Gabriel Jesus, Jackson, Kelvin, Leandro Pereira, Lucas, Lucas Barrios, Robinho, Victor Ramos, Vítor Hugo, Zé Roberto)

Mais cartões vermelhos: Victor Ramos, com 2 das 10 expulsões do Palmeiras (as outras foram de Jackson, Dudu, Robinho, Vítor Hugo, Arouca, Cristaldo, Lucas e Leandro Almeida). Sem falar da expulsão anulada de Egídio contra a Chapeconese

Curiosidade: dos 10 vermelhos, 4 foram na Vila Belmiro (Dudu e Victor Ramos na final do Paulista; Cristaldo no returno do BR e Lucas na ida da Copa do Brasil).

Mais cartões amarelos: Lucas, 15, depois Dudu 14, Vítor Hugo 11, Robinho, Jackson e Egídio 9.

O santo: Rafael Marques (56 partidas no ano sem um único cartão)

Dudu foi arco e flecha

Dudu foi arco e flecha

Técnicos

Oswaldo de Oliveira: 31 partidas, com 17V/7E/7D (aproveitamento 62%)

Alberto Valentim: 1 partida, com 1V

Marcelo Oliveira: 40 partidas, com 19V/6E/15D (aproveitamento 53%)

mocampeao

Contestado (por mim inclusive) mas campeão

Nossa casa

Jogos no Allianz Parque: 36 (incluindo a estreia no Paulista com mando do Audax e excluindo o amistoso Brasil 2×0 México)

Maior público e renda: 39.960 pagantes e R$ 5.336.631,25 em Palmeiras 2×1 Santos, decisão da Copa do Brasil

Menor público e renda: 15.037 pagantes e R$ 614.729,50 em Palmeiras 0x2 Coritiba (jogo que antecedeu a final)

Público total: 1.062.325 (média de 29.509 por partida)

Renda total: R$ 75.299.244,06 (média de R$ 2.091.645,67 por partida)

Ticket médio: R$ 70,88 por ingresso. E o salário, ó…

Nosso melhor aproveitamento: Santos (3J/3V)

Nosso pior aproveitamento: Ponte Preta (2J/2D)

Jogos de mata-mata: 8, com sete vitórias e um empate

Jogos em que era obrigatório vencer: 2, com duas vitórias (Fluminense e Santos na semi e na final da Copa do Brasil)

Taças conquistadas: uma

allianz

Ter casa cheia foi e será comum

Árbitros com 3 ou mais jogos ou de finais

Sete jogos

Anderson Daronco: 4×0 SPFC, 4×1 Vasco, 3×2 Cruzeiro (Copa do Brasil), 4×1 Fluminense, 1×1 SPFC, 2×1 Fluminense (Copa do Brasil), 0x2 Vasco

Quatro jogos

Raphael Claus: 0x1 SCCP, 0x1 Grêmio, 3×3 SCCP, 0x1 Ponte Preta (Brasileiro)

Wilton Sampaio: 0x0 JEC, 1×2 Cruzeiro, 3×2 Grêmio, 3×2 Inter (Copa do Brasil)

Três jogos

Luiz Flávio de Oliveira: 3×1 Shandong Luneng, 1×0 Bragantino, 0x1 Santos (final da Copa do Brasil)

Thiago Duarte Peixoto: 3×1 Audax, 1×2 Santos (1ª fase do Paulista), 2×2 SCCP (semi do Paulista)

Vinicius Dias Araújo: 3×0 Rio Claro, 2×0 SCCP, 2×0 Ponte Preta

Marcelo de Lima Henrique: 0x1 Goiás (primeiro turno), 2×1 Cruzeiro (Copa do Brasil), 3×1 Avaí

Leandro Pedro Vuaden: 1×2 Figueirense, 0x1 Goiás (segundo turno), 1×2 Fluminense (Copa do Brasil)

Igor Junio Benevenuto: 3×0 Avaí, 4×2 Flamengo, 0x2 Coritiba

Árbitros das finais

Copa do Brasil: Héber Roberto Lopes (volta) e Luiz Flávio de Oliveira (ida)

Paulista: Guilherme Ceretta de Lima (volta) e Vinicius Furlan (ida)

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015: SÃO PAULO FC X PALMEIRAS

Você de novo?

Adversários

Clássicos: 14 (6 vitórias, 3 empates, 5 derrotas). Aproveitamento: 50% (que escondem uma taça, uma classificação em Itaquera e uma goleada).

Corinthians: 1V/2E (com 1V nos pênaltis)/1D

São Paulo: 2V/1E

Santos: 3V/4D

Estreantes: 4 (Shandong Luneng, Red Bull, Capivariano, Vitória da Conquista)

Clubes estrangeiros enfrentados: 1 (Shandong Luneng)

Time enfrentado mais vezes: Santos (7 vezes e duas finais)

robinhoceni

Será que a bola de Robinho entra?

Maiores sequências

Vitórias: 6 (Rio Claro, São Bento, Penapolense, Capivariano, Vitória da Conquista, Bragantino)

Invencibilidade: 8 (SPFC, Chapecoense, Ponte, Avaí, Sport, ASA, Santos, Vasco)

Derrotas: 3 (Atlético-PR, Cruzeiro, Coritiba)

Jogos sem vitórias: 6 (Santos, Vasco, Atlético-PR, Cruzeiro, Santos, Coritiba. Ou seja, os jogos que antecederam a decisão da Copa do Brasil)

Jogos marcando gols: 10 (as seis vitórias seguidas mais Santos, XV, São Bernardo e SPFC).

Jogos sem marcar gols: 3 (Joinville, Goiás, ASA)

Jogos sem levar gols: 4, duas vezes (destaque para 4 vitórias seguidas no BR, SPFC, Chapecoense, Ponte e Avaí)

Jogos levando gols: 19 (todos os últimos jogos da temporada)

Disputas de pênaltis

Número de disputas: 4, com 3 vitórias (Corinthians, Fluminense, Santos) e uma derrota (Santos no Paulista)

Pênaltis cobrados: 20, com 16 acertos e 4 erros

Cobraram nas 4 vezes: Jackson e Rafael Marques

Três acertos: Jackson (nas três que ganhamos)

Dois acertos: Rafael Marques, Cristaldo, Cleiton Xavier

Um acerto: Dudu, Zé Roberto, Allione, Leandro Pereira, Victor Ramos, Kelvin e, claro, Fernando Prass

Dois erros: Rafael Marques

Um erro: Jackson e Robinho

Pênaltis defendidos por Prass: Elias, Petros, Gustavo Scarpa, Gustavo Henrique (Gum e Marquinhos Gabriel chutaram para fora). Sem contar esses, houve um contra o Cruzeiro pelo Brasileirão.

Algumas curiosidades

– O Palmeiras foi o melhor time no confronto somente entre paulistas e entre paulistas e cariocas no Brasileirão. Mesmo assim, terminou pela sexta vez seguida como o pior grande paulista na competição.

– O Palmeiras atuou em 11 Estados durante o ano: SP, RJ, MG, PR, SC, GO, RS, BA, MT, MA, PE. Não jogou em AL porque o ASA transferiu o mando para Londrina.

Os 5 principais jogos do ano (em nossa opinião)

Palmeiras 3×0 SPFC (Paulista): o primeiro clássico do ano tinha terminado em derrota, mas o segundo mostrou que em 2015 não seríamos saco de pancada dos grandes rivais.

Corinthians 2 (5) x 2 (6) Palmeiras (Paulista): a primeira demonstração que o time não tremeria em jogos grandes e de quebra a primeira eliminação do arquirrival em sua própria casa.

Corinthians 0x2 Palmeiras (Brasileiro): fim de um jejum de quase quatro anos sem vitórias no Derby e primeira vitória (no tempo normal) em Itaquera.

Palmeiras 3×2 Internacional (Copa do Brasil): não fomos brilhantes, mas este jogo teve múltiplos aspectos positivos – eliminar uma enorme asa negra, mostrar a força do time em casa, exibir poder de reação estando a 20 minutos da queda e fazer a torcida sofrer como há muito não acontecia.

Palmeiras 2 (4) x 1 (3) Santos: porque a primeira taça em casa ninguém esquece.

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The End

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De bom mesmo este ano só a volta pra casa

De bom mesmo este ano só a volta pra casa

Já estamos com a cabeça em 2015, mas vamos aqui fechar o ano com os números da temporada do futebol alviverde. Para outras modalidades acesse este abrangente resumo feito por Fernando Galuppo; para comparar com os números de 2013 clique aqui.

Se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do decepcionante 2014 verde e branco.

Desempenho

Jogos: 64 (Série A 38, Paulista 17, Copa do Brasil 8, Copa Euro-Americana 1)

Vitórias: 29 (Série A 11, Paulista 12, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

% Vitórias: 45% (Série A 29, Paulista 71, Copa do Brasil 62, Copa Euro-Americana 100)

Empates: 9 (Série A 7, Paulista 2)

% Empates: 14% (Série A 14, Paulista 18, Copa do Brasil 0)

Derrotas: 26 (Série A 20, Paulista 3, Copa do Brasil 3)

% Derrotas: 41% (Série A 53, Paulista 18, Copa do Brasil 38)

Aproveitamento: 49%

Maior sequência de vitórias: 6 (Linense, Comercial, Atlético Sorocaba, Penapolense, SPFC, XV – os seis primeiros jogos da temporada)

Maior sequência invicta: 9 (os seis jogos acima mais Audax, Corinthians, Ituano)

Maior sequência de derrotas: 5 (Atlético-MG, SPFC, Sport, Coritiba, Inter)

Maior sequência sem vitórias: 6 (os cinco jogos acima mais Atlético-PR – ou seja, os seis últimos jogos do ano)

Um clássico vencido na melhor sequência da temporada

Um clássico vencido na melhor sequência da temporada

Gols, gols, gols

Gols marcados: 75 (Série A 34, Paulista 29, Copa do Brasil 10, Copa Euro-Americana 2)

Gols marcados por jogo: 1,17 (Série A 0,89, Paulista 1,70, Copa do Brasil 1,25, Copa Euro-Americana 2,00)

Gols sofridos: 79 (Série A 59 (!!), Paulista 14, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

Gols sofridos por jogo: 1,23 (Série A 1,55, Paulista 0,82, Copa do Brasil 0,63, Copa Euro-Americana 1,00)

Saldo de gols: -4 (Série A -25, Paulista 15, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

Maior sequência de jogos marcando gols: 17 (todo o Paulistão exceto o jogo contra o Ituano e mais a ida contra o Vilhena) – um dos raros índices melhores do que o de 2013.

Maior sequência de jogos sem marcar gols: 4, duas vezes (Chapecoense, Botafogo, Grêmio, Santos e Atlético-MG, SPFC, Sport, Coritiba)

Maior sequência de jogos sem levar gols: 4 (Goiás, Sampaio Correa, Figueirense, Vitória)

Maior sequência de jogos levando gols: 6 (os últimos seis jogos da temporada)

Maior goleada aplicada: 4×1 Atlético Sorocaba

Maior goleada sofrida: 0x6 Goiás

A maior goleada foi logo no terceiro jogo

A maior goleada foi logo no terceiro jogo

Classificações finais

Série A: 16° colocado

Campeonato Paulista: 3º colocado

Copa do Brasil: caiu nas oitavas-de-final

Copa Euro-Americana: campeão junto com os colegas de continente

O Troféu Julinho Botelho

O Troféu Julinho Botelho

Jogadores

Quem mais atuou: Marcelo Oliveira, 53 vezes

O resto do pódio: Lúcio (47) e Wesley (43, também foi o terceiro em 2013). Não admira o desempenho do time no ano…

Os outros top 11: Juninho (40), Henrique (39), Leandro (35), Diogo (34), Victor Luís (33), Wendel, Fernando Prass e Renato (32 cada)

Quantos jogos Valdivia fez: 29 (45%). Mais que em 2013!

Quantos jogadores atuaram: 50 (quatro a mais que em 2013)

Estreantes do ano: 24 (Allione, Bernardo, Bruninho, Bruno César, Chico, Cristaldo, Diogo, Eduardo Júnior, Erik, França, Gabriel Dias, João Pedro, Josimar, Léo Cunha, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Mouche, Nathan, Rodolfo, Tobio, Victor Luís, Victorino, Washington, William Matheus) – um a mais que 2013

Artilheiro: Henrique, 18 gols

O resto do pódio: Alan Kardec (10, também foi o segundo em 2013) e Wesley (5, também foi o terceiro em 2013)

Os outros top 9: Juninho, Leandro, Valdivia (4), Felipe Menezes, Mendieta, Mouche (3). Seis atletas marcaram duas vezes.

Quantos jogadores marcaram: 24 (quatro a menos que 2013)

Marcaram pela primeira vez em 2014: 14 (Bruno César, Cristaldo, Diogo, França, Henrique, João Pedro, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Miguel, Mouche, Renato, Tobio, Victor Luís, William Matheus)

Mais cartões vermelhos: Allione e Bruno César, 2 cada (de 11 no total do ano, 1 a cada 6 jogos). Foram duas expulsões a menos que no ano passado. Os outros expulsos: Kardec, Marcelo Oliveira, Wesley, Tobio, Josimar, Valdivia e Nathan

Mais cartões amarelos: Juninho, 13, depois Marcelo Oliveira 12, Valdivia, Lúcio e Henrique 11.

Curiosidade: em proporção, o rei do cartão foi Eguren, 7 cartões em 15 jogos (muitos deles só atuando em parte)

O santo: Mazinho (26 partidas no ano sem nenhum cartão)

Mais vezes vindo do banco: Felipe Menezes (15 vezes), depois Mendieta e Diogo, 12, e Bruno César, Mouche e Cristaldo, 11

O artilheiro de 2014 não deve ficar em 2015

O artilheiro de 2014 não deve ficar em 2015

Técnicos

Gílson Kleina: 23 partidas, com 15V/2E/6D/37GP/22GC (aproveitamento 68%)

Alberto Valentim: 8 partidas, com 4V/1E/3D/7GP/6GC (aproveitamento 54%)

Ricardo Gareca: 13 partidas, com 4V/1E/8D/11GP/16GC (aproveitamento 33%)

Dorival Júnior: 20 partidas, com 6V/5E/9D/20GP/35GC (aproveitamento 38%)

E se tivesse chegado antes? E se tivesse ficado depois? Gareca foi a esfinge de 2014

E se tivesse chegado antes? E se tivesse ficado mais? Gareca foi a esfinge de 2014

Adversários

Clássicos: 9 jogos, 1 vitória (2×0 SPFC), 2 empates (ambos vs Corinthians) e 6 derrotas

Estreantes: 2 (Grêmio Osasco Audax, Vilhena)

Clubes estrangeiros enfrentados: 1 (Fiorentina)

Time enfrentado mais vezes: Atlético-MG (4 derrotas, digo, vezes)

Galo de novo nããão!

Galo de novo nããão!

Curiosidades

Este foi o terceiro ano com maior porcentual de derrotas em nossa história – mas à frente estão somente os dois primeiros anos (1915 e 1916), quando o clube ainda era novato e enfrentava adversários mais experientes.

Depois de três anos e meio, finalmente um palmeirense marcou três vezes em um jogo. A façanha coube a Henrique, nos 4 a 2 contra a Chapecoense.

Feliz 2015, e lembre-se: até 25/8/15 ainda é centenário

Feliz 2015, e lembre-se: até 25/8/15 ainda é centenário

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Bellini

Na última vez que nos enfrentou, Bellini tinha Djalma Santos a seu lado

Na última vez que nos enfrentou, Bellini tinha Djalma Santos a seu lado

Todos as notícias sobre o falecimento do itapirense Hideraldo Luís Bellini começam por destacá-lo como “o capitão que primeiro levantou a taça”. É verdade, mas sejamos mais empolados: Bellini foi o líder da maior máquina de jogar futebol da história. Ao menos na opinião deste que vos escreve, não tem para a seleção de 70, nem mesmo para o Palmeiras de 1996, muito menos, claro, para qualquer Barcelona: o esquadrão de ouro bom no samba e bom no couro, campeão da Copa de 1958, é inigualável.

E, se aqui já homenageamos não só nosso ícone Djalma Santos como também Gilmar e De Sordi, é mister falar de seu comandante nas quatro linhas. Porém, tudo o que poderíamos falar já foi melhor dito neste excelente texto da Trivela, de modo que vamos aqui apenas enumerar seus números contra nós.

Pelo Vasco, Bellini nos encarou 7 vezes, a primeira delas em 1954; venceu 2, empatou 2 e perdeu 3 (houve ainda um amistoso cuja ficha técnica não conseguimos encontrar para saber se ele atuou; provavelmente não, pois estava em início de carreira). Com a camisa do São Paulo, foram 12 embates, e novamente ele ficou em desvantagem: 4 vitórias, 2 empates e seis derrotas, sendo uma delas um sonoro 5 a 0. Por fim, o capitão de 58 ainda nos encontrou uma derradeira vez atuando pelo Atlético-PR, em 1968, e outra vez saiu derrotado – 3 a 1 no Durival de Britto.

Só mesmo um gigante como o Palmeiras para ter vantagem contra o mítico zagueiro cuja partida fecha uma página marcante de nosso futebol.

A imagem inevitável

A imagem inevitável

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O craque dá adeus

O craque dá adeus

Ele não jogou tantas partidas assim: foram 126 – exatamente metade das partidas de Márcio Araújo. Teve uma ótima média de 0,57 gols por partida, mas mesmo assim seus 67 gols são menos do que por exemplo seu “sucessor” Alex fez. Não levantou tantas taças: conquistou um Brasileiro e um Paulista. Também não é ídolo tanto quanto Marcos e Evair, só para citar dois óbvios.

Pouco importa: se os números não são tão grandes, o futebol que Rivaldo Vitor Borba Ferreira apresentou durante sua passagem no Palmeiras foi gigante. Bendita a hora em que o Corinthians recusou comprar seu passe do Mogi-Mirim após um ano de empréstimo; a Parmalat não perdeu tempo e trouxe o pernambucano de Paulista, revelado mas de passagem curta pelo Santa Cruz.

Eu estava em sua estreia, que também era a nossa no Brasileiro de 1994. Não foi uma partida brilhante, mas ele contribuiu para os 4 a 1 e, mais importante, começou a tirar o manto da desconfiança de quem chega vindo do arquirrival. Não demorou muito e veio o primeiro gol – no Beira-Rio, na última vez em que o Palmeiras ganhou um jogo ali valendo para os dois.

A eles se somaram muitos outros: naquele campeonato, foram 14 gols. Ao lado de Evair e do falecido SuperÉzio, só ficou atrás de Túlio e Amoroso. Como se não bastasse, três deles foram na decisão contra seu ex-time, nosso eterno rival. Na ida, foram dois nos 3 a 1; na volta, o derradeiro gol daquele campeonato. Rivaldo já tinha seu lugar na história verde.

Mas não foi só. Em 1995, as taças não vieram, mas mesmo assim ele jogou muito. Foi nosso artilheiro no Paulistão, com 10 (ao lado de Valber). Na Libertadores, teve seu pior momento, ao tomar vermelho contra o Grêmio em lance com Rivarola – que, a bem da verdade, também devia ter ido para o chuveiro (ou nenhum deles) – quando o placar ainda estava zerado. No Brasileiro, foi um dos líderes da equipe que triscou mas não alcançou as semifinais.

E no Paulista de 1996, nossa senhora. Foram dezoito gols e uma miríade de passes, dribles, lançamentos… tanta exuberância talvez tenha até sido de se lamentar, pois fez com que o La Coruña o levasse após as Olimpíadas de Atlanta. Rivaldo se despediu com o amargo vice-campeonato da Copa do Brasil, e depois foi brilhar no Barcelona, pelo qual se tornou o único ex-palmeirense a ganhar o prêmio de melhor do mundo da Fifa (para entender um pouco o porquê, clique aqui. Este foi seu terceiro gol no jogo, aos 42 do segundo tempo, e o Barça precisava vencer o Valencia, pois brigava com ele para chegar à Champions e era a rodada final do Espanhol.)

Com a camisa da seleção brasileira, foi considerado culpado pelo fracasso olímpico de 1996, mas deu a volta por cima; foi muito bem na Copa de 1998 e simplesmente o melhor jogador da conquista de 2002. É o 12° maior artilheiro da Amarelinha, com 34 gols.

Depois rodou, para sorte de uzbeques e angolanos, e chegou a ter o retorno várias vezes ventilado. Talvez tenha sido melhor que não voltasse, para não correr o risco de macular a imagem que deixou.

Há alguns anos, os três redatores do blog escolhemos os maiores jogadores que vimos atuando pelo Palmeiras. Rivaldo foi o segundo colocado para meus colegas e o primeiro para mim. Mesmo sem ser meu maior ídolo, posto que cabe a Evair, minha opinião segue a mesma: neste sábado, amigos palmeirenses, vimos o adeus do maior craque que vestiu nossa camisa desde que Ademir da Guia pendurou suas chuteiras.

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Juca Baleia, do Sampaio Correa: o primeiro goleiro que enfrentamos

Chegou a hora de buscar o tri! Nesta quarta, o Palmeiras entra na disputa da 26ª edição da Copa do Brasil. Para nós, trata-se da 19ª participação – ficamos de fora de 1989 a 1991 por não obter classificação no Estadual, e em 2001, 2005, 2006 e 2009 por estarmos na Libertadores. E, em duas edições anteriores, entramos direto nas oitavas por estarmos na Libertadores: 2000 e 2013.

Portanto, foram dezesseis participações na primeira fase do torneio, que tem como curiosidade as vezes que visitamos Alagoas: duas foram em campanhas que culminaram na taça; já a terceira… bom, eis nossos resultados ao longo dos anos:

2012 – 1 x 0 e 3 x 0 no Coruripe-AL

2011 – 2 x 1 e 5 x 1 no Comercial-PI

2010 – 1 x 0 e 4 x 0 no Flamengo-PI

2008 – 2 x 0 no CENE-MS (sem volta)

2007 – 5 x 0 no Operário-MT (sem volta)

2004 – 3 x 1 na Tuna Luso-PA (sem volta)

2003 – 1 x 0 e 5 x 1 no mesmo Operário-MT

2002 – 0 x 1 e 2 x 1 contra o ASA-AL, num vexame histórico

1999 – 2 x 1 e 3 x 1 no São Raimundo-AM

1998 – 1 x 0 e 3 x 0 no CSA-AL

1997 – 0 x 0 e 7 x 1 no River-PI

1996 – 8 x 0 no Sergipe-SE (sem volta)

1995 – 2 x 1 e 1 x 0 no ABC-RN

1994 – 3 x 1 e 5 x 1 no 4 de Julho-PI (ainda não existia a regra da eliminação da volta, criada no ano seguinte)

1993 – 2 x 0 e 3 x 0 no 4 de Julho-PI

1992 – 1 x 0 e 4 x 0 no Sampaio Correa-MA

Em resumo, estas são as estatísticas do Palmeiras quando debuta no torneio:

– 16 participações

– 15 classificações e uma eliminação

– 14 vitórias, 1 empate e 1 derrota na estreia, com 34 gols feitos e 6 sofridos; na volta, 12 vitórias. Vale notar que todas as estreias foram fora de casa.

– 4 eliminações sem jogo de volta (em 13 possíveis)

– 5 visitas ao Piauí, 3 a Alagoas, 2 a Mato Grosso, uma a Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Pará e Mato Grosso do Sul. Agora acrescentaremos Rondônia.

– 11 visitas ao Nordeste, 3 ao Centro-Oeste e 2 ao Norte (que agora serão 3)

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O dia em que um Palestra viu o outro cair. Foto: Telmo Ferreira/Estadão Conteúdo

Na última rodada do Paulistão de 2020, o Palmeiras derrotou e rebaixou o Água Santa. Pode ser uma espécie de vingança tardia após a goleada sofrida em 2016 (quando o clube de Diadema, por sinal, também caiu, assim como o Mirassol no ano do vexaminoso 2×6).

É claro que não foi o Verdão o responsável pela queda do Netuno, assim como o Vitória não foi o culpado por nossa tragédia de 2002 (a de 2012 não conta pois o Palmeiras não foi rebaixado ao fim do jogo com o Flamengo, somente quando a rodada acabou algumas horas depois). Não dá para negar, porém, que essas partidas acabam ficando marcadas – assim como o rubro-negro baiano nos traz uma péssima recordação, nós também habitamos alguns pesadelos por aí. Vamos então relembrar, da mais nova para a mais antiga, as ocasiões em que o Alviverde Imponente foi o fim da linha para outros clubes.

13. Palmeiras 2 x 1 Água Santa (Paulista 2020): futebol é cruel, e o autor do regulamento do Paulistão também. Aos 20 do segundo tempo, o Água Santa estava se classificando para as quartas-de-final ao abrir o placar em praticamente sua única chance. Vinte e poucos minutos depois, sofreu a virada que não podia. O empate teria lhe bastado para permanecer na elite às custas do Botafogo.

12. Cruzeiro 0 x 2 Palmeiras (Brasileiro 2019): desta lista, é certamente o jogo que a história vai guardar com mais nitidez – a primeira queda do Palestra mineiro teve o paulista como testemunha. O tempo fará as pessoas esquecerem que mesmo ganhando o destino da Raposa seria a Série B, pois o resultado paralelo do qual necessitavam não aconteceu. A revolta da torcida celeste impediu o término da partida, mas os minutos não jogados não farão falta ao legado desta data.

11. Mogi Mirim 1 x 2 (Paulista 2016): o regulamento daquele ano era cruel; como a Federação quis reduzir a quantidade de times em cada divisão, seis dos 20 clubes seriam rebaixados. E isso causou uma situação curiosa: o Verdão rebaixou dois times no mesmo campeonato. Na última rodada, o Mogi Mirim nos recebeu precisando da vitória para permanecer na elite – e nós, também atrás dos três pontos para garantir vaga no mata-mata. Melhor para o alviverde, e o início da incrível derrocada do Sapão da Mogiana, que colecionou cinco rebaixamentos seguidos entre Paulista e Brasileiro, indo da A1 para a Segunda Divisão (na prática, a quarta) e da Série B para a exclusão do futebol em nível nacional.

10. Palmeiras 3 x 0 Rio Claro (Paulista 2016): a outra vítima de 2016 pegou um time em parafuso. Cuca estreara no Palmeiras perdendo do Nacional em Montevidéu. Depois perdeu do Osasco Audax de Fernando Diniz. Depois do Red Bull. Pra completar, tomou uma goleada do Água Santa. Faltavam três rodadas para acabar a fase de classificação – com um Derby no meio – e o risco de rodar na primeira fase era real. Mas o Rio Claro estava ainda pior, e a primeira vitória do técnico que seria campeão brasileiro veio ao natural no Pacaembu e foi a gota d’água para a queda do Galo Azul.

9. Paulista 1 x 3 Palmeiras (Paulista 2014): faltavam três rodadas, mas a situação do Paulista era tão ruim que o Galo da Japi já estava nove pontos atrás do primeiro time fora da ZR. Sem vencer nenhuma das 11 partidas disputadas, era difícil crer que o milagre começaria justo contra o (mistão do) Palmeiras. Para faturar uns cobres e poupar os olhos da torcida, o clube aceitou proposta para atuar em São José do Rio Preto. Fez bem: levando gols de William Matheus, Patrick Vieira e até de Miguel, não dava para esperar outra coisa.

8. Palmeiras 2 x 0 Grêmio Prudente (Paulista 2011): era a penúltima rodada do Paulistão. Para o Palmeiras, já classificado para o mata-mata, a partida valia manter a liderança. Para o lanterna Prudente, que já havia caído no Brasileiro de 2010, era a última esperança de sobrevivência. No fim, prevaleceu a boa fase do Palmeiras, que estava invicto há 14 jogos. Com um gol de Thiago Heleno e um contra, a partida do Canindé terminou de maneira melancólica para o itinerante clube do interior. Foi a pá de cal para a cidade, que só viu o clube mais uma vez, na despedida – na série B que começou logo mais, a equipe já havia voltado para Barueri.

7. Palmeiras 2 x 2 Sport (Brasileiro 2009): O ano de 2009 foi farto em confrontos com o rubro-negro pernambucano. Foram seis ao todo, repletos de emoções e polêmicas. Se os quatro primeiros, pela Libertadores, foram entre times lutando pela América, o último teve clima bem diferente: o Palmeiras, verdade, ainda lutava pelo título, mas vinha em queda livre (o jogo anterior tinha sido a famosa derrota do gol anulado de Obina contra o Flu); o Sport por sua vez se arrastava no fundo da tabela. No primeiro tempo, um espantado Palestra Itália viu o Leão abrir 2 a 0; após o intervalo, o Verdão reagiu – com boa dose de ajuda da arbitragem – e acabou empatando, após gols de Deyvid Sacconi e Danilo. Foi aquele típico placar que frustrou a ambos: o alviverde até reassumiu a liderança, mas por ter uma partida a mais ela não durou. E o Sport retornou à Série B com três rodadas de antecedência.

6. São Bento 0 x 3 Palmeiras (Paulista 2007): ambos os times entraram no Walter Ribeiro em situação desfavorável. O time de Sorocaba, que queria sobreviver para chegar ao terceiro ano seguido na elite, precisava vencer e secar Sertãozinho e América; já o Alviverde precisava de um resultado melhor que o Bragantino (podia até ser um empate, desde que o Braga perdesse). Ambos se frustraram: os resultados paralelos foram bons para o time azul e branco, que teria escapado se vencesse. Já o Palmeiras, com dois gols de Osmar e um de Willian, fez o que lhe cabia – naquela noite ao menos – mas pagou o preço de um campeonato muito irregular ao ver o Bragantino sair com os três pontos e a vaga pelo saldo de gols (o Verdão teria que ter feito mais quatro para passar o Massa Bruta).

5. América-MG 1 x 1 Palmeiras (Brasileiro 1998): era a última rodada da fase de classificação. O Palmeiras era o líder e buscava manter a condição para ter vantagem nos mata-matas (mas mesmo assim, numa decisão estranha, poupou jogadores. O gol foi de um dos poucos titulares, Oséas); o Coelho era o primeiro time fora da zona do descenso. Vitória garantia a ambos seus objetivos; como ninguém conseguiu, ambos se deram mal – o Verdão foi ultrapassado pelo Corinthians e acabou com o Cruzeiro, que o eliminaria, nas quartas; o América viu o Paraná bater o Flamengo e assim roubar sua posição e a vaga na série A de 1999. Era o típico jogo em que deviam ter tirado um par ou ímpar aos 45 do segundo tempo. Ao menos um dos times se daria bem…

4. Palmeiras 3 x 0 Bragantino (Paulista 1995): geralmente temos uma sensação de complacência para com os adversários que caem contra nós. Mas daquela vez não foi assim – o Bragantino por muitos anos fora uma asa negra na vida do Alviverde, desde a trágica eliminação no Paulista de 1989. Assim, aquela vitória – a primeira sob o comando de Carlos Alberto Silva, em seu quinto jogo – teve um gosto especial, ainda que presenciado por um dos menores públicos da história do Palestra, inferior a 1500 pagantes. Os dois gols de Alex Alves e o de Cléber deram um pequeno gosto de vingança por tudo que sofrêramos contra a ex-Linguiça Mecânica.

3. Palmeiras 1 x 0 Noroeste (Paulista 1981): era a penúltima rodada da 2ª fase do 2º turno do Paulista. Deu pra entender? Vai ficar pior: o Palmeiras já estava classificado para a fase final do segundo turno por ter ido bem na primeira fase do mesmo, mas buscava classificação à Taça de Ouro (o Brasileirão) do ano seguinte, pois valia a pontuação do campeonato todo, e o time fizera um péssimo primeiro turno. Já para o Noroeste, a derrota representava a queda, enquanto o empate lhe dava condições de ir para o tudo ou nada em confronto direto com o Marília (um clássico) na semana seguinte. O Verdão andava mal, mas ainda assim era superior ao time de Bauru; dessa forma, teve o domínio da maior parte do jogo. Bola na rede, porém, só aos 33 do segundo tempo, com Enéas. Em seguida o alvirrubro teve um jogador expulso, e aí acabaram-se as derradeiras esperanças do Norusca, que só retornaria à primeira divisão quatro anos depois.

2. Palmeiras 4 x 3 Ferroviária (Paulista 1965): o Palmeiras era vice-líder e tinha chances ínfimas de roubar o título do Santos (tão ínfimas que naquela mesma noite o time da Vila venceria o Juventus e já liquidaria a disputa com dois jogos de antecipação); já a Ferrinha segurava a lanterna e ainda tinha quatro jogos por fazer, sendo dois contra times grandes (também pegariam o São Paulo). A situação dramática do time de Araraquara não os impediu de surpreendentemente terminarem a primeira etapa com 3 a 0 de vantagem em pleno Parque Antarctica, porém no segundo tempo a dura realidade se impôs: Ademar Pantera marcou três vezes e Servílio fez o da virada (semelhante àquela contra o Flamengo pela Copa do Brasil de 1998, já que os dois últimos gols foram aos 44 e 46). Foi um golpe pesado para a Ferroviária, que ao menos já sabia que dificilmente se manteria viva mesmo vencendo aquela partida.

1. Palmeiras 4 x 2 Ypiranga (Paulista 1958): esta partida marcou o fim de uma era no Campeonato Paulista. Com o resultado (gols de Irineu contra, Chinesinho, Paulinho e Parada), o tradicional Ypiranga já não teria condições de superar o Jabaquara no confronto direto na última rodada, que terminaria empatado; foi assim que terminou a 46ª e última participação do tri-vice-campeão paulista (1915/35/36). Àquela altura, o alvinegro era orgulhosamente o time que mais vezes tinha disputado o Paulista (uma a mais que o Corinthians), mas a noite de quarta-feira no Pacaembu marcou a 85ª e última vez em que o Verdão encontrou seu tão contumaz freguês.

*

Existe um caso famoso, mas que na verdade não foi uma partida em que derrubamos o rival. Trata-se do Palmeiras x Ponte Preta do Paulista-1987, quando a Macaca, que disputava o Estadual consecutivamente desde 1970, tendo amealhado 3 vice-campeonatos (1977/79/81), caiu. Mas isso não aconteceu ao fim daquele sábado em que Marcelino fez o único gol, tanto do jogo quanto de sua breve passagem de seis partidas pelo Palmeiras. Na verdade, a Ponte ainda tinha uma pequena esperança: o América, que jogaria em casa no dia seguinte, teria que perder para o Botafogo por dois gols, ou então o Novorizontino teria que perder suas duas partidas finais (tinham um jogo atrasado). Já no domingo as coisas deram errado – o América ganhou e o Novorizontino empatou. Foi só então que o time campineiro caiu.

Outra curiosidade é que em 1949, no primeiro ano em que houve rebaixamento no Brasil, o Palmeiras acabou sendo protagonista indireto. A disputa era entre o Comercial da Capital e o Nacional; o primeiro já tinha terminado sua participação e dependia de o segundo perder para o Palmeiras em jogo atrasado. Para o Verdão, que já tinha o vice-campeonato definido, a partida nada valia, e o time acabou perdendo por 1 a 0 e salvando o time da Comendador Souza.

Este post teve correções imprescindíveis de Jota Christianini e Antonio Piason

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Leivinha e César marcaram, mas ninguém viu

Leivinha e César marcaram, mas ninguém viu

Um dos fatos que chamou a atenção no futebol brasileiro esta semana foi o baixíssimo público presente a Bonsucesso x Flamengo, pelo Campeonato Carioca. Era quarta-feira de Cinzas, em Volta Redonda, com tempo ruim, mas mesmo assim espanta ver que a maior torcida do país levou apenas 375 pagantes (isso sem contar os eventuais gatos-pingados fãs do rubroanil) ao estádio – e isto que, poucas rodadas antes, menos de 1000 testemunhas haviam acompanhado a vitória contra o Boavista em Moça Bonita.

Isto, claro, nos deixou intrigados com a óbvia pergunta: e o Palmeiras? Quando foi que jogamos para menos gente?

Bom, antigamente havia inúmeras partidas sem registro de público. Mesmo até há poucos anos ainda era comum jogos sem divulgação do borderô; por isso, é possível que algumas partidas vazias fiquem de fora deste levantamento

Ainda assim, o que temos a seguir é um bom retrato dos dias em que a torcida não cantou e nem vibrou por nosso alviverde inteiro.

(Importante: só entram aqui jogos oficiais do Palmeiras como mandante. Jogos ou torneios amistosos ficam de fora)

OS CINCO MENORES PÚBLICOS

1. Palmeiras 3 x 1 São Bento – Campeonato Paulista 1973

Era a despedida verde de um campeonato em que o Palmeiras quase beliscou o primeiro turno (o que valia vaga na final), mas no segundo foi mal e deu adeus ao bicampeonato. Já se sabia que a decisão seria entre Portuguesa e Santos, e na cidade só se falava disso – e da “iminente” saída de Rivelino do Corinthians.

O time de Sorocaba, por sua vez, jogava pela décima vez no returno, e ainda buscava seu primeiro ponto. No fim, perderia este jogo e também seu último, alguns dias depois, para fechar esta fase com 0% de aproveitamente.

Com tanta desmotivação em campo, não era de todo inesperado que apenas 240 pagantes tenham comparecido ao Parque Antartica naquela noite de quarta-feira, 22 de agosto – foi o jogo de menor público divulgado de todo o torneio. Ao menos eles viram o time vencer de virada com gols de Leivinha, Ronaldo e César. E não sabiam, mas entraram para a história do Verdão como únicas testemunhas da partida menos assistida de nossa centenária história.

2. Palmeiras 1 x 0 São Bento – Campeonato Paulista 1976

Olhaí o São Bento de novo! Mas dessa vez as circunstâncias eram outras: a partida ocorreu às 21h de um domingo chuvoso e teve transmissão pela TV. Era o dia 11 de abril, e o Palmeiras chegava para sua sétima partida no Paulistão com uma campanha razoável: três vitórias, dois empates e uma derrota (que seria a única em todo o certame, do qual sairíamos campeões).

O São Bento lutou o quanto pôde e quase conseguiu o empate, mas faltando dez minutos Didi encobriu o goleiro para fazer o único gol da noite, para alívio dos 334 pagantes.

3. Palmeiras 2 x 2 La Coruña – Amistoso 1994

A rigor, este jogo não deveria estar aqui; afinal, não valeu três pontos. Mas, poxa, era o bicampeão paulista e campeão brasileiro contra o vice-campeão espanhol, ambos somente desfalcados de seus jogadores que iam à Copa.

É verdade que estávamos às portas do Mundial e houve pouca divulgação da partida – nem sequer saíram notas nos jornais. Mesmo assim, o 9 de junho em que Evair marcou duas vezes merecia mais que os meros 397 pagantes que rumaram ao Palestra Itália. Quinta-feira de silêncio na arquibancada.

4. Palmeiras 2 x 0 Operário-MT – Taça de Prata 1982

Digamos que esse jogo entra na conta do “faça-me o favor”. Era a quinta rodada da segunda divisão – e o Palmeiras ainda não tinha vencido nenhuma partida! Foram empates contra Juventus, Volta Redonda e Anápolis e, na rodada anterior, uma derrota para o Vila Nova. Com isso, já não havia chance de subir (os melhores da Taça de Prata se classificariam para o Brasileiro, que era disputado em paralelo) e a partida contra os matogrossenses tornara-se a ÚLTIMA pelo Brasileiro daquele ano. A situação só não era pior porque não havia terceira divisão naquela época (em 1981 até houve, mas não vingou).

Ou seja: o Palmeiras estava eliminado da segundona e teria que aguardar mais de cinco MESES para voltar a jogar uma partida oficial. Convenhamos: ter 448 almas no Palestra naquele sábado, 6 de fevereiro, para ver João Marcos, Benazzi, Deda, Édson Furquim e Vargas; Aragonés (Mário Sérgio), Jorginho e Célio; Osni, Almir (Carlos) e Rodrigues até que foi muito. Os gols, se alguém se importa, foram de Jorginho e Carlos.

5. Palmeiras 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista 1973

Este jogo antecedeu imediatamente aquele do São Bento que inaugura a listagem. O time já estava eliminado e não conseguiu sair do zero contra a Macaca em nossa casa. Não admira que boa parte dos 548 pagantes não tenha retornado para o jogo contra os sorocabanos quatro dias depois…

MENORES PÚBLICOS EM OUTRAS COMPETIÇÕES

Palmeiras 0 x 1 Botafogo – Rio-São Paulo 1998

Em oito jogos na temporada, o Palmeiras estava invicto – incluindo duas vitórias em Derbies. A boa fase, porém, cobrou seu preço: com a classificação à semifinal já assegurada, pouca gente se dispôs a ver a última partida da primeira fase, na noite da quinta-feira, 12/2. Azar dos 568 presentes, que testemunharam a perda da invencibilidade palestrina.

Palmeiras 1 x 0 Universidad do Chile – Copa Mercosul 1998

Pelo visto, a galera naquele ano não gostava de ver o time em boa fase. Era uma situação semelhante: o Verdão tinha vencido todos os jogos até ali (incluindo um que aparece mais à frente no texto) e já tinha vaga nas quartas. Era o “vestibular da Libertadores”, valorizado por todos no clube. Por que será então que em 14 de outubro somente 832 pagantes viram o gol de Almir?

Palmeiras 1 x 0 Olaria – Campeonato Brasileiro 1973

Mais uma vez, 1973. Tudo bem que sexta-feira não é dia habitual de futebol, mas a situação era diferente da do Paulista. O Palmeiras ainda não tinha perdido e a vitória com gol de Fedato valeu a liderança. Não chovera, não houvera black bloc nem Jogos Vorazes estava em cartaz. Fica difícil entender por que razão apenas 871 pessoas estavam no Palestra naquele 21 de setembro.

Palmeiras 5 x 2 4 de Julho-PI – Copa do Brasil 1994

Outro ano que se repete neste texto. Agora, porém, é compreensível: a ida contra os piauienses já havia sido 3 a 1, e a vaga na fase seguinte estava mais que encaminhada. Não havia nem o fator curiosidade, já que o time do técnico Coca-Cola também enfrentara o Palmeiras no ano anterior.

Com facilidade, no dia 25 de fevereiro Edílson marcou três e Maurílio e Alexandre Rosa completaram o placar para festa dos 1297 presentes.

Palmeiras 2 x 0 Jorge Wilstermann-BOL – Libertadores 1974

“A Taça Libertadores obsessão”. Bom, em 1974 ainda não era assim… e o alviverde, já duas vezes vice-campeão continental, não estimulou mais de 1345 pessoas a irem ao Palestra na tarde de sábado, 11 de maio.

Pudera: era a última rodada da fase de grupos e naquela época somente o campeão do grupo se classificava. Já sem chances, o Palmeiras apenas cumpriu tabela, derrotando os bolivianos com gols de Careca e Nei.

MENORES PÚBLICOS EM OUTROS ESTÁDIOS

Palmeiras 0 x 0 Vitória – Campeonato Brasileiro 1978

Num padrão que se repete nesta listagem, a partida valia pouco: era a penúltima rodada da segunda fase, e ambos já estavam classificados para a etapa seguinte. Mesmo assim, hoje em dia é difícil conceber que um jogo do Brasileirão arrastasse apenas 1099 pagantes ao Pacaembu na noite da quarta-feira, 21 de junho.

Palmeiras 2 x 1 Independiente-ARG – Copa Mercosul 1998

Desse jogo posso falar de cátedra: afinal, eu era um dos 1376 espectadores. E devo-lhes dizer: o Morumbi vazio dá uma sensação de solidão inacreditável, ainda mais numa noite fria como aquela de 29 de julho.

Ao menos pudemos comemorar a vitória de virada com gols de Magrão e Almir na primeira partida da história da Copa Mercosul. E nunca foi tão fácil sair do estádio depois…

O MENOR DO SÉCULO XXI

Palmeiras 0 x 2 Rio Branco – Campeonato Paulista 2006

Sim, a história se repete: penúltima rodada do Paulista por pontos corridos em turno único. O time já estava fora da disputa e três dias depois teria jogo na Colômbia pela Libertadores, por isso usaria time quase reserva.

O resultado não era difícil de prever: 1395 espectadores, na menor audiência do Palmeiras desde o malfadado bug do milênio. O resultado da partida, com dois gols de Fabiano Gadelha, menos ainda. No dia da mentira, a verdade é que o time era ruim para danar.

Cheio era mais legal, mas vazio também tinha seu charme

Cheio era mais legal, mas vazio também tinha seu charme

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