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Posts Tagged ‘Copa do Mundo 2014’

A ressaca é grande, mas ainda há um compromi$$o antes de darmos adeus a Júlio César, Fred, Daniel Alves e outros que não deverão estar nos campos russos em 2018 (mas que podiam talvez estar na Sibéria).

Em busca de honra, da última alegria e diversas outras palavras vazias, o Brasil se despede de sua Copa do mesmo jeito que em 1950: na Capital Federal. Com gosto amargo e esperando sua próxima chance de sediar o Mundial, diria eu que em 2058.

Horário e local: sábado, 12/7, às 17:00, no Mané Garrincha.

Árbitro: será o argelino Djamel Haimoudi, em sua quarta partida na Copa; antes fez 2×1 , 0x0 , 2×3

Desfalques/Reforços: “reforço” seria um novo técnico, presidente, coordenador, centroavante, sei lá. Então não tem ninguém; assim como resta provado que nenhuma ausência pode ser considerada desfalque.

Pendurados: Henrique e Lúcio estão suspensos… peraí, isso é pro clássico de quinta. No caso da Seleção, se alguém tomar vermelho fica de fora da estreia ainda indefinida da Copa América de 2015, no Chile. Próxima partida: Santos x Palmeiras.

Previsão IPE: Jefferson, Maicon, Thiago Silva, David Luiz, Maxwell; Luiz Gustavo, Hernanes, Ramires, William; Fred, Hulk.

Destaques/Holanda: os laranjas estão com menos vontade ainda de encarar essa partida; cansados após duas prorrogações e com um dia a menos de descanso, devem usar muitos reservas. Van Persie, por exemplo, é desfalque quase certo. E o goleiro deve ser Vorm, o que faria com que os holandeses usassem todo seu elenco.

Olho nele: Blind jogou pelo Ajax contra o Palmeiras. Cillessen também, mas amanhã deve ficar fora.

Ex-brasileiros na Holanda: aquele Vamberto ainda existe?

Palpite IPE: com os dois times expostos, 4 a 2 para os holandeses

Histórico: em Copas é o quinto jogo, após eles nos tirarem em 1974 (0x2) e 2010 (1×2) e nós os eliminarmos em 1994 (3×2) e 1998 (1×1, com Taffarel pegando dois pênaltis). Como um todo, são 12 jogos.

O IPE se lembra: fico com a lembrança da “minha” Copa, a de 1994, quando Romário se envergou todo para permitir que a bomba de Branco nos desse um belo triunfo na tórrida Dallas.

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Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Tal qual um tanque Tiger II rasgando a Europa na segunda guerra, a Alemanha trucidou o Brasil. Destruindo a inocência das cabeças que ainda a tinham, formando caráter a fórceps na molecada que estava vendo o jogo. Obrigando os amantes do futebol a continuarem suas vidas sem olhar pra trás, quem em sã consciência deseja rever o massacre? Tocaram as sete trombetas do apocalipse numa serenata para os brasileiros.

Para não ficarmos absolutamente sem estatísticas ou fatos curiosos relacionados a este massacre, vejamos pois que Klose superou Ronaldo e agora é o maior artilheiro da história das Copas, isolou-se na cabeça da lista com 16 gols. Também devemos dizer que esta é a maior goleada que o Brasil já sofreu em uma Copa. A curiosidade fica por ter sido apenas o segundo jogo na história das Copas a ir para o intervalo com 5 gols para um mesmo lado no placar, antes só o Haiti tinha sido capaz de tal proeza. O Zaire no entanto ainda é o recordista tendo tomado 6 da Iugoslávia nos primeiros 45 minutos, lá na longínqua Copa do Mundo de 1974.

Hoje em qualquer endereço minimamente relacionado a futebol na internet vemos textos inflamados, exigindo que o futebol brasileiro abra os olhos, se modernize, empale Felipão, Parreira, Del Nero, Marin, coroe Mano Menezes, e aquela coisa toda. Como aqui não temos sequer condições de germinar uma esperança por dias melhores, vamos ficar com a resignação, a incapacidade de se obrigar a acreditar no que aconteceu. A humilhação vai ser curtida no azeite da incredulidade e saboreada acompanhada de um petisco feito de coração brasileiro incinerado, assistindo a decisão que ainda pode nos fazer ter de aturar a imagem aterrorizante da rival alviceleste erguendo a Copa do Mundo em pleno solo brasileiro.

Para os diletos leitores deste blog acredito não ser necessária qualquer análise ou tentativa de sugerir o que deva ser feito. Coração Palmeirense está acostumado a vez por outra ver toda a sua expectativa transformada em pó numa acachapante e inesperada derrota tão improvável quanto inacreditável, mas que se faz.

Qualquer nota acima de zero para as atuações nessa peleja seria absolutamente injusta e puxa-saquista. Que sirva para endurecermos mais nosso casco, mas sem perder a ternura, claro. No futebol só há uma opção: seguir jogando.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 x 7 ALEMANHA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data/Horário: 8/7/2014, às 17h
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Assistentes: Marvin Torrentera (MEX) e Marcos Quintero (MEX)
Público: 58.141 torcedores
Cartão amarelo: Dante (BRA)
Cartão vermelho: –

Gols: Muller, aos 10’/1ºT (0-1); Klose, aos 22’/1ºT (0-2); Kroos, aos 24’/1ºT (0-3); Kroos, aos 25’/1ºT (0-4); Khedira, aos 28’/1ºT (0-5); Schurrle, aos 23’/2ºT (0-6); Schurrle, aos 33’/2ºT (0-7) e Oscar, aos 44’/2ºT (1-7)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho – Intervalo) e Oscar; Bernard, Hulk (Ramires – Intervalo) e Fred (Willian – 34’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker – Intervalo) e Howedes; Khedira (Draxler – 23’/2ºT), Shweinsteiger, Ozil, Kroos e Muller; Klose (Schurrle – 12’/2ºT): Técnico: Joachim Low.

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braale

Semifinal de Copa entre Brasil e Alemanha. Oito títulos mundiais e seis vices. Duzentas e cinco partidas em Mundiais (não são 206 porque em uma única ambos estiveram presentes), o que significa que praticamente uma em cada quatro das 832 partidas da história tiveram uma das equipes.

Um jogo para a história.

Horário e local: terça, 8/7, às 17:00, no Mineirão.

Árbitro: será o mexicano Marco Rodríguez, em sua terceira partida na Copa; antes apitou Bélgica 2×1 Argélia e, principalmente, Itália 0x1 Uruguai.

Desfalques/Reforços: Luiz Gustavo retorna, mas o que é isso comparado à ausência de Neymar? Além do camisa 10 também o capitão Thiago Silva fica de fora, suspenso.

Pendurados: não tem mais amarelo. Perder a última partida, só em caso de vermelho. Próxima partida: Argentina ou Holanda. Sábado ou domingo?

Previsão IPE: Júlio César, Maicon, Dante, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Fernandinho, Oscar; Fred, Hulk.

Destaques/Alemanha: o palpite da casa é que Joachim Löw repita o time que bateu a França, com Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos; Ozil, Klose e Muller

Olho nele: Schweinsteiger tem sido o mais carismático dos alemães. E também é o grande organizador do time.

Ex-brasileiros na Alemanha: Cacau já não joga pelo Nationalelf.

Palpite IPE: esperando estar errado, 1 a 0 para os germânicos.

Histórico: é apenas o segundo confronto em Copas, após a final de 2002. Mas já foram 21 encontros, com ampla vantagem verde-amarela. Quem diz são os alemães.

O IPE se lembra mal e porcamente: a última vez que as equipes se encontraram em solo brasileiro foi há quase 22 anos. O amistoso de dezembro de 1992 aconteceu em Porto Alegre e foi vencido pelos donos da casa por 3 a 1 (gols do ex-palmeirense Luís Henrique, Bebeto e Jorginho e de Matthias Sammer). Um então palmeirense participou da peleja: Zinho.

 

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Sem choro, com gol.

Sem choro, com gol.

Mais um sufoco, mais uma vez classificado. Apesar das dificuldades encontradas nos dois últimos jogos, o Brasil está na semifinal contra os maiores cavalos-paraguaios-alemães da história das Copas. Será nada menos que a 13ª vez que os chucrutes participarão das semis. E mesmo sem Neymar, o Brasil vencerá.

A Colômbia chegou com uma pose de favorita que não cabia a sua inexpressiva história futebolística. Um craque ainda não totalmente pronto, um lateral ex-Parmera que dança e um zagueiro que esteve na final da Libertadores 1999. Todo o resto, Cuadrado e o tal Teo inclusos, não passam de bons jogadores. Foi pouco para o pentacampeão, que apesar de também só contar com jogadores comuns, tem camisa demais.

Pela primeira vez o capitão chorão não se desmanchou em lágrimas no hino, tamanha evolução foi coroada com um gol logo no comecinho. A Colômbia viu que não seria tão fácil assim tirar o Brasil da parada e partiu para cima, abrindo espaços bem aproveitados em contra-ataques, porém todos finalizados de maneira ruim ou salvos pelo goleiro. Hulk mais uma vez teve seus 5 minutos no jogo, tabelou, finalizou, e sumiu. Se o primeiro tempo tivesse terminado 3×0 não seria injusto, mas o 1×0 deixou os adversário esperançosos.

Tanto que os colombianos voltaram determinados a igualar o placar. O jogo era pegado, o juiz, um banana que logo mais protagonizaria um absurdo, deixava o couro comer solto, distribuindo poucos amarelos e apitando de longe. Justo quando a Colômbia pressionava com mais força, o Brasil teve uma falta de longe para bater. Lá foi David Luiz e meteu uma chapa nela, a redonda tomou um efeito misturado com a famosa ‘descaída’ e morreu no fundo das redes. O baque só deixou o selecionado colombiano mais desesperado em ir ao ataque, ainda faltava meio tempo e todas as jogadas procuravam James Rodríguez. Em lance de desatenção da defesa o avante recém entrado no jogo, Bacca, saiu na cara de Júlio César e a este só restou o penalti. James Rodríguez foi para a cobrança e diminuiu, faltando 10 minutos e mais os acréscimos. Pane na defesa brasileira e bombardeio colombiano.

Aí vem o lance que pode turbinar ou implodir a seleção brasileira daqui para frente. Zuñiga entrou criminosamente nas costas de Neymar, com o joelho, e mandou o craque canarinho pro chão. Henrique teve chance de fazer seus primeiros minutos na Copa e o camisa 10 foi para o hospital. Fratura na vértebra L3, fim de Copa para ele. Claro que o juizão puniu Zuñiga… claro que não.

Com a vitória estamos novamente entre os 4 melhores de uma Copa, fato que não acontecia desde a última vez em que conquistamos o objeto de desejo máximo do mundo futebolístico, lá em 2002. É esperar que Felipão enxergue na lesão de Neymar um meio de motivar o time, que provavelmente irá mais fechado no meio contra a ‘temida’ Alemanha. Lembremo-nos que o bigode sempre teve o dom de armar um time sem um grande craque para uma batalha copeira, é o caso no momento. Recordar a Copa do Brasil 2012, ao menos para os palmeirenses, é um alento.

Notas:

Júlio César – escolheu canto na cobrança de penalti, não tinha como evitar a falta no lance – 6

Maicon – um pouco sem ritmo de jogo, ainda assim muito melhor que Daniel Alves tanto na defesa quanto no apoio – 7

Thiago Silva – raiva também é uma emoção – 9

David Luiz – protagonista de um dos golaços da Copa, seguro na defesa – 9

Marcelo – outro jogo nulo – 4

Paulinho – não comprometeu, Luiz Gustavo dá mais segurança pra zaga, no entanto – 7

Fernandinho – bateu preventiva e sistematicamente no tal James – 8

Oscar – ajudou mais na defesa e saída de bola do que na armação – 7

Hulk – vagalume, brilhou por uns 5 ou 10 minutos, não fez o gol e sumiu – 6

Fred – faz o pivô, corta-luz, barreira, só não faz gol, é pouco – 4

Neymar – em que pese sua má atuação, a lesão dele será o ponto determinante da campanha, só de estar em campo divide as atenções da defesa adversária, perdemos esse recurso – 6

Melhore momentos:

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 x 1 COLÔMBIA

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Horário: 4/7/2014, às 17h
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Auxiliares: Roberto Alonso Fernandez (ESP) e Juan Yuste (ESP)
Cartões amarelos: Thiago Silva, Julio Cesar (BRA); James Rodríguez, Yepes (COL)
Cartões vermelhos:

GOLS: Thiago Silva, aos 6’/1ºT (1-0); David Luiz, aos 23’/2ºT (2-0) e James Rodríguez, aos 35’/2ºT (2-1)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Hernanes – 40’/2ºT) e Oscar; Hulk (Ramires – 37’/2ºT), Neymar (Henrique – 43’/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

COLÔMBIA: Ospina; Zúñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sánchez, Guarin, Cuadrado (Quintero – 35’/2ºT) e James Rodríguez; Ibarbo (Adrián Ramos – Intervalo) e Teo Gutiérrez (Bacca – 26’/2ºT). Técnico: José Pékerman.

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CBFXCOL

Quartas-de-final: nas últimas duas Copas, o ponto final para a Seleção Canarinho. Mas agora é nossa festa, na nossa casa. Ou será que não? Na Copa das Américas, a Colômbia também invadiu o país e espera ansiosamente a maior partida de sua história.

Horário e local: sexta, às 17:00, no Castelão.

Árbitro: será o espanhol Carlos Velasco Carballo, em sua terceira partida na Copa; antes apitou Bósnia 3×1 Irã e Uruguai 2×1 Inglaterra (saudade da Fan Fest!). Também apitou a derrota do Atlético-MG frente ao Raja Casablanca no Mundial de Clubes do ano passado.

Desfalques/Reforços: Luiz Gustavo, suspenso, fica de fora, dando lugar provavelmente a Paulinho.

Pendurados: Neymar, Thiago Silva, Neymar, Daniel Alves, Neymar, Hulk, Ramires, Jô e Neymar. Vale lembrar que quem passar por este jogo ileso estará salvo, pois os cartões serão zerados. Próxima partida: quem passar encara o vencedor de França x Alemanha, como se você não soubesse.

Previsão IPE: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, Dante, Marcelo; Paulinho, Fernandinho, Oscar; Fred, Neymar, Hulk.

Destaques/Colômbia: como dissemos, é sem dúvida a maior partida da história cafetera. Seriam eles capazes de repetir os 5×0 sobre a Argentina (com 2 de Rincón e 2 de Asprilla) em pleno Monumental de Núñez há 21 anos? Não, mas o time é bom, apesar de não ter pego um verdadeiro desafio até aqui. José Pekerman faz mistério, mas pode repetir o time que passou o carro no Uruguai (2 a 0 ficou barato): David Ospina, Pablo Armero, Mario Yepes, Cristian Zapata, Juan Zúñiga; Abel Aguilar, Carlos Sánchez, Juan Cuadrado, James Rodríguez; Jackson Martínez, Teófilo Gutiérrez.

Olho nele: meio óbvio, não? James (sim, se fala Râmes, já sabemos) Rodríguez – cunhado do goleiro Ospina – é o capocannoniere do Mundial até o momento.

Ex-brasileiros na Colômbia: nenhum, mas tem Parmera em campo. Rola Armeration?

Palpite IPE: 2 a 1 na prorrogação (Neymar duas vezes)

Histórico: contra o Chile, foram 68 partidas antes das oitavas, sendo três por Copas. Apesar de vizinhos nossos, os colombianos não cruzaram tantas vezes assim nosso caminho: foram 25 jogos, 15 vitórias, 8 empates e somente duas derrotas – uma em BH. Mas os últimos quatro jogos terminaram empatados. Mais você vê aqui.

O IPE se lembra: 15 de novembro de 2000. No feriado da República, o Brasil recebe a Colômbia no Morumbi pelas eliminatórias, na estreia do técnico Emerson Leão.

O goleiro era Rogério Ceni, e toda vez que havia uma falta perigosa a favor o estádio se dividia: são-paulinos eriçados, palmeirenses e corintianos secando a própria equipe verde-amarela. Todas passaram longe do alvo. E toda a torcida, tricolores inclusos, vaiavam compulsivamente nos minutos finais.

No fim, quem gritou mais alto foram os palmeirenses, com o gol na última bola do já milanês Roque Júnior. Aliás, dos onze titulares aquele dia, OITO jogaram ou jogariam depois no Verdão: toda a zaga – Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Júnior – mais César Sampaio, Juninho Paulista, Rivaldo e Edmundo. Do lado colombiano, Yepes já era titular, e olha que faz quase 14 anos…

Foi a única partida da Seleção que eu assisti in loco, e também a última vez que eu pisei naquele estádio cada dia mais obsoleto.

Última e essencial observação: já dissemos que Neymar está pendurado?

 

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A centímetros do Mineirazo

A centímetros do Mineirazo

Este texto demorou a sair porque só agora nos recuperamos do catártico jogo. OK, é 95% mentira, mas de fato levou pelo menos duas horas para este redator finalmente relaxar após os pênaltis – e isso que minha torcida é bastante discreta, do tipo quero que ganhe a Copa mas trocaria fácil pelo próximo Paulistão.

O embate começou trazendo uma certa volúpia de ambas as partes; o Brasil mostrava mais caráter que nos jogos anteriores, mas o Chile também era um adversário mais consistente. E, enquanto ambos ainda trocavam jabs, os vermelhos foram ao chão: gol de David Luiz em lance de Jara infelicidade.

O Chile sentiu o golpe prematuro. Era a chance de o Brasil pôr a squadra rossa a nocaute, mas não o fez; pior, Hulk cedeu o empate de bandeja para Sánchez.

Daí para frente, o emocional do Brasil se foi – estranho, já que contra Camarões o time também cedeu o empate e não se abateu, em que pese a óbvia fragilidade dos africanos. Neymar, aquele a quem todos dizem “te vira rapá”, não estava em boa jornada, e o resto da equipe lhe acompanhou.

Também não foi o sufoco que se relatou: o Chile dominou se tanto 20 minutos, ajustado pelas boas trocas de Sampaoli. Mas a língua deles logo foi ao chão, e desde a metade do segundo tempo até o travessão salvador o Brasil mal foi incomodado. Faltou, porém, ímpeto e competência para resolver o jogo antes da disputa na marca fatal.

(Claro, vale lembrar também que a contusão de Medel impediu que a magia entrasse em campo, e fez murchar Osório Furlan e grande parte dos diretore$ e torcedores)

Nos pênaltis, os chilenos aparentemente se afundaram no mar de lágrimas verde-amarelas e pararam no provisoriamente redivivo Júlio César e no poste. Bendita trave do gol do lado direito do Mineirão: salvando o Brasil duas vezes em momentos críticos, merecia ser eleita pela Fifa a melhor em campo.

Avaliações:

Júlio César – uma boa defesa durante o jogo e dois pênaltis depois. Precisa mais? 9

Daniel Alves – a avenida não esteve aberta como em outros jogos, porém também não foi alternativa no ataque. 5

David Luiz – não o acho brilhante, mas sábado ele chegou perto disso. Menos pelo quase seu gol, mais pela liderança, 8

Thiago Silva – buáááááá, Felipão, o moço do IPE vai me dar nota baixa. Briga com ele pra mim! 4

Marcelo – assim como Daniel Alves, melhorou um pouco. 6

Luiz Gustavo – fará falta contra a Colômbia por ter feito falta contra o Chile. 6

Fernandinho – não foi o azougue que se viu contra Camarões. 5,5

Oscar – and the Oscar goes to… banco de reservas, por favor. 4

Hulk – fez de tudo para ser herói, mas Júlio César o salvou de ser vilão. O esforço faz sua nota subir de 3 para 4, e o gol anulado sobe um pouco mais. 5

Neymar – bem marcado (incluindo as marcas deixadas pelas chuteiras chilenas), esteve longe de suas outras partidas. Mas, por mais que se fale que ganha mundos e fundos para isso, respondeu bem à enorme pressão do último pênalti. 6,5

Fred – não jogou, portanto deveria ser sem nota. Mas você quer que eu tasque nota baixa nele, e o leitor manda: 2

Ramires – tem fama de fugir em jogo decisivo. Não chegou a ser o caso desta vez. 5,5

William – entrou para ser o Viola de 1994, mas quase foi o Sócrates de 1986. 4

Jô – para quem está acostumado a ver Tadeu, Dinei, Ricardo Bueno ou Caio, até que não foi tão mal. Para quem esperava um atacante de seleção… 3

Felipão – o time não treina, está uma pilha de nervos, não tem jogada nem variação tática e reza todo dia pra Bruna Marquezine acordar de bom humor. Felipão terá que ser mais Felipão ainda que na Copa do Brasil de 2012.

Ficha Técnica:

Brasil (3) 1 X 1 (2) Chile

Local:   Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 28 de junho de 2014, sábado
Horário: 13 horas (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Michael Mullarkey e Darren Cann (ambos da Inglaterra)
Cartões amarelos: Hulk, Luiz Gustavo, Jô, Daniel Alves (Brasil); Mena, Silva (Chile)
Gols: David Luiz, aos 18 e Sánchez, aos 31 minutos do primeiro tempo
Pênaltis:  David Luiz, Marcelo e Neymar; Aránguiz e Díaz converteram. Willian e Hulk; Pinilla, Sánchez e Jara perderam

Brasil: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Chile: Bravo; Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Aránguiz, Díaz, Vidal (Pinilla) e Mena; Sánchez e Vargas (Gutierrez). Técnico: Jorge Sampaoli

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CBFxCHI

Após uma primeira fase de alguns altos e bastante baixos, o Brasil entra no mata-mata e o Chile, no morre-morre. Afinal, a história mostra que a freguesia vermelha é histórica.

Porém, a história também diz que sempre houve um palmeirense entre os brasileiros campeões. E a palestrinidade sábado estará do outro lado…

Horário e local: sábado, 28/6, às 13:00h no Mineirão

Árbitro: será o inglês Howard Webb. Foi o árbitro na decisão da Copa do Mundo 2010. E naquela edição apitou as oitavas de final também. O jogo? Brasil 3 x 0 Chile. Apitou somente um jogo até agora na Copa brasileira: Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim.

Desfalques/Reforços: David Luiz está com incômodo nas costas e pode dar lugar a Dante; Paulinho deve finalmente ir para o banco com Fernandinho tomando seu lugar, e se Hulk der mole Ramires também joga.

Pendurados: Neymar e Luiz Gustavo. Próxima partida: quem passar encara o vencedor de Colômbia x Uruguai

Previsão IPE: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, Dante, Marcelo; Luiz Gustavo, Ramires, Fernandinho, Oscar; Fred, Neymar.

Destaques/Chile: apesar da derrota para a Holanda na última partida da fase de grupos, o Chile vem com moral e muito respeitado por Felipão. La Roja tem dúvidas sobre a escalação inicial, pode pintar Valdívia no lugar de Silva. Com o mago em campo iniciando de titular o Chile venceu a Austrália por 3×1, com Silva iniciando entre os 11, venceram a Espanha por 2×0.

Olho nele: O Chile conta com vários jogadores de destaque, mas sem dúvida o principal deles até agora é o avante do Barcelona, Alexis Sánchez.

Ex-brasileiros no Chile: nenhum, entretanto La Roja conta com 3 jogadores que atuam no Brasil: Mena, lateral do Santos, Aranguiz, volante do Internacional e Magya i locura, o craque que o palmeirense não sabe se terá volta depois do mundial.

Palpite IPE: dois a um, Neymar e Oscar

Histórico: Brasil e Chile tem um histórico vasto, já se enfrentaram em Copa do Mundo, Copa América, amistosos e claro, nas eliminatórias de várias copas. Num universo de 68 jogos são 48 vitórias brasileiras contra apenas 7 chilenas, com 13 empates. Vale destacar que o Brasil jamais perdeu para o Chile jogando em terra brasilis.

Em Copas já os enfrentamos em três oportunidades, sendo duas delas coincidentemente nas oitavas de final, inclusive no último mundial:

Brasil 3×0 Chile, 2010

Brasil 4×1 Chile, 1998

Brasil 4×2 Chile, 1962

O Brasil não perde para o chile desde as eliminatórias da Copa do Mundo 2002, em partida realizada no ano 2000 fomos derrotados por 3×0.

O IPE se lembra: O IPE estava presente na partida das eliminatórias para a Copa do Mundo 2006 realizada no antigo Mané Garrincha, ocasião em que o Brasil derrotou o Chile por 5×0, fora o baile. O jogo foi no dia 04/09/2005 e os gols foram marcados por Adriano Imperador (3x), Robinho e Juan.

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bolava

Todo campeonato que o Palmeiras participa tem o Bola Verde, prêmio que o IPE concede ao melhor atleta ao longo da competição. Para a Copa do Mundo, decidimos fazer igual, e assim apresentamos orgulhosamente o Bola Verde-Amarela, que brevemente deixará a Bola de Ouro no chinelo (não, não falamos do Valdivia) e passará a ser o prêmio mais cobiçado pelos jogadores do Brasil.

Como vai funcionar? Simples: será baseado nas notas que os atletas receberem a cada pós-jogo.

Os jogos da primeira fase (e eventual disputa de terceiro) têm peso 1, o mata-mata terá peso 2 e a final terá peso 3. Além disso, só participam jogadores que atuarem no mínimo quatro vezes e, acima de tudo, só há premiação se o Brasil chegar às quartas; ou seja, passar por La Roja neste sábado.

Então, família Scolari II, esqueça essa taça que até aquele goleiro espanhol levantou e lute por essa. Afinal, é destinada exclusivamente a quem é brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooooooooooooooooooooooor…

 

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O artilheiro Neymar e o sortudo Fred

O artilheiro Neymar e o sortudo Fred

Não foi assim um primor de técnica, tática ou qualquer coisa coletiva. Essa goleada sobre Camarões nasceu e se criou com jogadas individuais e lampejos de duplas. É prudente que Felipão bote o bigode de molho e comece desde já treinar um novo time para a sequência da Copa, que não se deslumbre com uma goleada sobre a seleção eliminada precocemente do nosso grupo. Camarões não é parâmetro para absolutamente nada. Óbvio que marcar 4 e fazer festa desperta motivação, pode ser até em cima da Chapecoense que vale.

A partida começou acelerada, o Brasil estava desesperado para fazer o primeiro e afrouxar o nó da corda no pescoço. Neymar era provocado e está de parabéns por não ter caído, pelo menos não na provocação, pois se tomasse outro amarelo estaria fora da partida das oitavas. Aos 16′ Luiz Gustavo – o mais regular do grupo na Copa – roubou bola e cruzou para o oásis de qualidade no ataque da Seleção completar. Com o 1×0 Camarões foi tomada pelo espírito sacana que só acomete aqueles que nada tem em mente senão a ZOEIRA. Depois de uma pequena blitz na defesa brasileira, o lateral camaronês lutou e cruzou rasteira na área de Júlio César, aparentemente o capitão chorão tirou o pé para evitar o gol contra e possibilitar um gol legitimamente camaronês. Ai o desespero se fez presente. Neymar também. Marcelo passou para o camisa 10 e quando ele puxou para o meio a jogada pareceu perdida, o craque fintou o zagueiro e bateu no contrapé do goleiro. A virada e a artilharia da Copa para Neymar.

Pro segundo tempo Felipão voltou com a alteração mais esperada da Copa até aqui: saiu Paulinho. Mesmo que entrasse um jacaré com a camisa do Brasil o time ganharia em mobilidade. Entrou Fernandinho e em 45 minutos ele fez mais que Paulinho nos últimos 2 jogos e meio. Foi dele o passe para David Luiz cruzar para o gol de Fred, logo aos 3′ do 2ºT. Foi dele também o 4º gol, depois de bela tabela com o próprio Fred, o camisa 5 completou de bico para as redes. Goleada, dever cumprido com o primeiro lugar assegurado, mesmo com a boa vitória do México sobre a Croácia do falastrão Kovac. Houve quem dissesse que SE não fosse o penalti na estréia, SE não fossem os gols anulados do México sobre Camarões e SE a Terra não fosse um planeta habitável, o Brasil teria sido segundo no grupo. Vão enxugar gelo, quanta vontade de aparecer com tantos SE.

Felipão deve efetivar Fernandinho no lugar de Paulinho, conhecemos bem o modus operandi do bigode e ele é teimoso e turrão, mas tem seus limites. Outra alteração desejada mas que dificilmente deve ser realizada é a de Daniel Alves, o cara é inoperante, mas goza de prestígio com o chefe. Seria de bom teor, mas sabemos ser improvável, a substituição do dono da braçadeira, o capitão chorão está descontrolado.

Notas:

Júlio César – fez algumas boas defesas, no gol não dava pra ele – 8

Daniel Alves – inoperante no ataque, inexistente na defesa – 4

Thiago Silva – tirou o pé no gol, faltou confiança – 5

David Luiz – mais uma vez foi um dos melhores em campo, seguro na defesa, coroou a atuação com assistência para o gol do Fred – 9

Marcelo – pra não dizer que não fez nada, deu passe para Neymar fazer o segundo – 6

Luiz Gustavo – um monstro nos desarmes, atento e calmo com a bola no pé, PILAR da seleção – 9

Paulinho – decepcionante, a temporada na Inglaterra fez muito mal para ele, tchau, banco – 4

Oscar – apagado, fez o indispensável para não passar a partida em branco, é pouco – 6

Hulk – insistente, brigou muito no ataque, inclusive com a bola, duas ótimas chances desperdiçadas – 6

Fred – salvo pelo David Luiz, tem que melhorar – 7

Neymar – evitou que Luiz Gustavo fosse o melhor em campo, dois gols, frieza e protagonismo – 10

Fernandinho – jogou só 45 minutos e já é indispensável, grande jogo – 9

Ramires – é o curinga do Felipão, entra em todos os jogos e cumpre seu papel de congestionar o meio e arriscar no ataque – 7

Willian – não mostrou nada demais, ainda assim melhor que Oscar – 7

Melhores momentos:

 

Ficha Técnica

BRASIL 4 x 1 CAMARÕES

Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data/Horário: 23/6/2014, às 17h
Árbitro: Jonas Eriksson (SUE)
Auxiliares: Mathias Klasenius (SUE) e Svein Oddvar Moen (SUE)
Público: 69.112 pagantes
Cartões amarelos: Enoh, Mbia (CAM)
Cartão vermelho: Não houve

GOLS: Neymar, aos 16’/1ºT (1-0); Matip, aos 25’/1ºT (1-1); Neymar, aos 34’/1ºT (2-1); Fred, aos 3’/2ºT (3-1); Fernandinho, aos 38’/2ºT (4-1)

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Fernandinho – Intervalo) e Oscar; Hulk (Ramires – 18’/2ºT), Neymar (Willian – 25’/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CAMARÕES: Itandje; Nyom, N’Koulou, Matip e Bedimo; N’Guemo, Mbia e Enoh; Moukandjo (Salli – 12’/2ºT), Choupo-Moting (Makoun – 36’/2ºT) e Aboubakar. Técnico: Volker Finke.

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Não deu pro 'loiro' Neymar

Não deu pro ‘loiro’ Neymar

Se a primeira rodada da fase de grupos foi conhecer seu primeiro 0x0 já em um dos últimos jogos, a segunda começou com o broxante placar logo no abre-alas, o jogo do Brasil. O estádio em Fortaleza estava fervendo, não se pode dizer que era uma torcida como as que conhecemos nos clubes, mas o público presente incentivava o time. O tal hino a capela se fez presente e para falar a verdade, já encheu o saco, nunca vi time chorão vencer nada.

Felipão não pôde contar com Hulk (coincidência ou não o único torcedor do Palmeiras titular, vão vendo!!) e mandou Ramires em seu lugar, mudando um pouco as posições e tentando manter o esquema tático. A proposta do México era uma só: jogar o mínimo possível no ataque e furiosamente na defesa, não era permitido passar nada.

Demorou até que o Brasil criasse alguma coisa mais insinuante, e eu já estava com a classificação do Brasileirão 2014 na mão procurando em que posição na tabela estavam aqueles dois times entediantes. Quando o selecionado canarinho finalmente lembrou que era Copa do Mundo e aquela coisa toda, esbarrou num Ochoa quase tão sortudo quanto inspirado. O goleiro mexicano salvou bela cabeçada de Neymar em cima da linha, literalmente, até o recurso de verificação de gol foi utilizado. Depois foi a vez de Paulinho, o primeiro a mostrar que é preciso alterar o time titular, chutar em cima do goleiro, ainda assim tendo sido uma defesa dificílima. Como se não bastasse, Neymar fuzilou de dentro da pequena área e o até então desconhecido arqueiro barrigou a bola e mandou pra linha de fundo. Tem dias que não tem jeito mesmo…

No finzinho ainda um susto que deve ter feito Felipão maldizer até a décima geração da defesa brasileira, o avante mexicano recebeu em ótima condição e fuzilou, obrigando Julio César a emular Ochoa.

Agora está nas mãos de Felipão, o time se mostrou um tanto quanto incapaz de desatarrachar o ferrolho adversário, dependente ao extremo de alguma jogada individual de Neymar. Na minha modesta opinião Daniel Alves, Paulinho e Fred estão fazendo hora extra no time titular. Nada está perdido, muito pelo contrário, mas a Copa do Mundo não permite que se demore em tomar decisões. Um empate hoje entre Camarões x Croácia garante o Brasil com um simples empate ante os africanos na última partida da fase de grupos.

Notas:

Julio Cesar – bem quando foi exigido, podia rebater para os lados ao invés do meio da área – 7

Daniel Alves – dessa vez a avenida não ficou aberta o tempo todo, mas não fez nada que justificasse sua permanência – 4

David Luiz – certamente um dos melhores em campo, seguro e procurando jogo – 8

Thiago Silva – parecia menos amedrontado, assustou cabeceando para trás – 7

Marcelo – passou despercebido pelo jogo, pena que seu reserva não ofereça nada de bom pro time – 5

Luiz Gustavo – muito bem na proteção, saída eficiente de bola para o ataque – 8

Paulinho – além de perder o gol na cara, atrasou todas as jogadas que passaram pelos seus pés – 4

Ramires – não teve grande destaque individual, mas ajudou a não deixar o México se criar por ali – 6

Oscar – gastou demais a bola no primeiro jogo – 6

Neymar – tentou bastante, aparentemente não tinha almoçado, a fome estava demais – 7

Fred – não ofereceu opção, não buscou o jogo, não jogou – 4

Bernard – precisa de muitos minutos para criar alguma coisa, não tem feito diferença – 5

Willian – entrou muito no final e procurou jogo onde já não tinha mais – 7

Jô – pelo menos não foi tão displicente quanto o titular – 6

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA:

BRASIL 0 x 0 MÉXICO

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Horário: 17/6/2014, às 16h
Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR)
Assistentes: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
Renda e público: não disponíveis
Cartões amarelos: Ramires, Thiago Silva (BRA); Aguilar, Vázquez (MEX)

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Alves, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires (Bernard – Intervalo) e Oscar (Willian – 38’/2ºT); Neymar e Fred (Jô – 22’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

MÉXICO: Ochoa, Rodríguez, Rafa Márquez e Moreno; Aguilar, Vázquez, Herrera (Fabián – 31’/2ºT), Guardado e Layun; Giovani dos Santos (Jiménez – 38’/2ºT) e Peralta (Chicharito Hernández/28’2ºT). Técnico: Miguel Herrera.

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