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Posts Tagged ‘Campeão!’

Brasileirão-2018-taça

Nossa de novo. Foto: Rafael Ribeiro

Antes do blog entrar em um estado latente, fruto dos irrelevantes porém necessários outros compromissos dos editores, fazíamos todo ano uma pequena retrospectiva da ~emio temporada (você pode conferir todas as anteriores aqui). Em 2017 já não fizemos, até porque não foi um ano lá de grandes recordações. Porém, se não tivemos tempo de fazer o do ano do deca, vamos ao menos a uma parte que costumava aparecer constava: os cinco jogos marcantes do ano.

Vale um aviso antes da lista: um jogo marcante não é necessariamente uma vitória. Na relação de 2016, por exemplo, entrou a derrota para o Botafogo no primeiro turno do Brasileiro, pois foi a partir dali que Cuca reviu o modo de atuar do Palmeiras, que então rumou solidamente para o enea (quem ainda se lembra desse prefixo?).

Sem mais delongas, pois é tarde de 31 de dezembro e o texto precisa ir ao ar antes das sete ondas, eis em ordem cronológica as cinco pelejas que na opinião deste escriba ajudam a entender o 2018 alviverde. Se você discordar – algo natural no universo de 77 partidas disputadas, e mais ainda no universo de uma torcida que discorda de tudo – a caixa de comentários está ao seu dispor.

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Boca Juniors 0x2 Palmeiras (25 de abril)

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Para a história. Foto: Juan Mabromata

O Verdão avançou bastante na Libertadores deste ano, mas, convenhamos, não foram muitos jogos épicos – até a semi fizemos bem o serviço fora de casa e na ida só sofremos uma vez por causa de uma expulsão muito prematura. Neste sentido, em 2017 tivemos muito mais história; tanto as vitórias (Jorge Wilstermann, Peñarol duas vezes) como o fracasso (Barcelona) foram muito mais intensos. Para mim não foi tecnicamente a melhor apresentação sob Roger; este posto cabe ao primeiro tempo do duelo contra o São Paulo no Paulista, um dois a zero perfeito. Mas, para não deixar a campanha na América em branco, fica este belo momento – nossa primeira vitória na Bombonera.

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Palmeiras 3×2 Atlético-MG (22 de julho)

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A última alegria de Roger (foto: Sergio Barzaghi)

Uma síntese da era Roger Machado: um resultado inegavelmente bom (primeira vitória contra o Galo em sete anos) e, tivesse o juiz encerrado o jogo um minuto antes, também uma decepção. Com ele no comando vencemos Grêmio e Boca fora, o São Paulo duas vezes, o Inter futuro 3° colocado do Brasileiro e ainda a ida da final do Paulista, que em condições normais seria uma das cinco escolhas, mas a anormalidade da volta impede sua inclusão. Ao mesmo tempo, fizemos dois a zero no Ceará e sofremos o empate, abrimos o placar contra o Flamengo e sofremos o empate, logo de cara vazamos a meta do Santos e… bom, deu pra entender. O gol de Bruno Henrique valeu três belos pontos, mas manteve a pulga atrás da orelha da torcida verde; no jogo seguinte, contra o Fluminense, a razão ficou clara. Não havia mais como segurar o treinador.

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Palmeiras 3×1 Cruzeiro (30 de setembro)

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Ainda assim ganhamos

Junte no mesmo caldeirão um adversário que quatro dias antes daquela manhã de domingo havia nos eliminado da Copa do Brasil com direito a confusão pós-jogo (pra nem falar do último lance da ida), um técnico que não perdia para o Palmeiras desde 2009 e a possibilidade de assumir, ainda que de maneira provisória, a liderança do campeonato. O Palmeiras sentiria a pressão, mesmo contra um time celeste reserva?

Não sentiu. Abriu o placar, sofreu o empate num pênalti escandaloso – Gustavo Gómez, que na partida anterior fizera o gol da vitória contra o Sport sem que o auxiliar de linha visse (por sorte Willian não desperdiçou o rebote), pôs a mão na bola claramente fora da área. Mas, né?

Tudo bem. Ainda no primeiro tempo, Hyoran faria seu segundo gol de cabeça no campeonato (!) e na segunda etapa Gustavo Gómez de pênalti fecharia o placar. O Palmeiras almoçava em primeiro e secava o São Paulo à tarde. Deu certo: o Botafogo segurou o empate contra o tricolor e pela primeira vez o cavalinho verde era o primeiro a aparecer na corrida do Fantástico. De lá não mais sairia.

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São Paulo 0x2 Palmeiras (6 de outubro)

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Fantasma exorcizado. Foto: Joca Duarte

Muitos dizem que depois desse jogo já gritaram campeão. Não foi meu caso – eu sofro até o último instante – mas em retrospectiva dava para entender quem o fez. Dezesseis anos, seis meses e dezesseis dias de jejum no Morumbi caíam por terra em atuação segura de um time que veria a liderança conquistada na rodada anterior virar pó. Pela terceira rodada seguida houve um lance bizarro não apontado a nosso favor; desta vez, a defesa de Sidão fora da área antes dos dez minutos. Ainda assim, a fatura foi liquidada já no primeiro tempo em duas cabeçadas certeiras (a de Gustavo Gómez, certamente; a de Deyverson, nem tanto mas o goleirão ajudou). No segundo, só não houve olé porque a torcida era única e adversária. Adeus, tabu!

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Vasco 0x1 Palmeiras (25 de novembro)

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Depois de trabalhar, um pouco de descanso no Rio. Foto: Daniel Castelo Branco

Visto de maneira isolada, não foi um dos jogos mais empolgantes do torneio. Mas é aquele do qual nos lembraremos em algumas décadas, o jogo da décima estrela. O Flamengo tentou adiar, livrando-se muito bem de uma semana difícil contra Grêmio em casa e Cruzeiro fora, mas eles ainda precisavam que o cruz-maltino segurasse o alviverde. Não conseguiram: sem forçar demais, o Palmeiras encontrou uma brecha num lindo lançamento de Dudu para Willian servir Deyverson com um toque de Hollywood – o lance em que o herói sucumbe para trazer a glória a seu povo. Cuide bem de seu ligamento cruzado, Bigode, estes meses parados certamente não terão sido em vão.

Dois anos depois, de novo o Palmeiras tocava o céu na penúltima rodada do campeonato. E, ao contrário do que ocorreu em 2016, quando nem dois dias se passaram para que a alegria assumisse um gosto embaraçoso com a queda do avião da Chapecoense, dessa vez a festa pôde ir até o fim do torneio, uma semana depois, antes de se transformar no doce orgulho de ser por enquanto o único e para sempre o primeiro clube dez vezes campeão brasileiro.

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A primeira Copa Mercosul foi nossa!

A primeira Copa Mercosul foi nossa!

Hoje o Palmeiras comemora 15 anos da conquista de um título que foi o ‘vestibular’ da Libertadores: a Copa Mercosul 1998. Era a primeira edição do torneio e foi tratada com extrema importância pela equipe de Felipão, que havia chegado ao clube em 1997 e tinha à disposição um grande elenco precisando de títulos (uma pequena pausa: que ironia! não ganhávamos algo desde 1996 e havíamos sido vice-campeões brasileiros no ano seguinte, mas acontece que àquela época um ano sem ganhar nada era encarado como tragédia, bons tempos… voltando). Aquele torneio era a oportunidade de erguer uma taça continental e trazer confiança. Deu certo e o troféu veio mesmo para o Palestra Itália, como poderia ter vindo em 1999 e 2000, mas aí são outras histórias.

A Copa Mercosul foi a sucessora da Supercopa e predecessora da Copa Sul-Americana, com um formato bastante diferente do utilizado na competição que temos hoje. Vinte clubes de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile disputariam o torneio, organizado pela Conmebol e gerido pela Traffic (que conheceríamos muito ‘bem’ em 2o08). O critério para a escolha de seus participantes não foi nada convencional: audiência de TV. Posto isso, os clubes que participaram naquele ano foram: Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Vasco, Grêmio, San Lorenzo, Independiente, Vélez Sarsfield, Boca Juniors, River Plate, Racing, Nacional – URU, Peñarol, Colo-Colo, Universidad de Chile, Universidad Católica, Cerro Porteño e Olímpia. Divididos em 5 grupos e jogando em ida e volta, os primeiros colocados e os três melhores segundos passavam para as quartas-de-final. A curiosidade ficava pela disputa da final ser em até 3 partidas caso necessário – o que foi o caso naquele ano.

(Pouca gente lembra, mas para não ouvir muitos protestos dos clubes dos outros países a ela afiliados, a Conmebol inventou uma Copa Merconorte – nome sem nenhum sentido real – para equipes do Peru, Bolívia, Venezuela, Equador e Colômbia, país que triunfou nas quatro edições realizadas)

O Palmeiras era do Grupo B, junto com Nacional, Independiente e Universidad de Chile, e a primeira partida da história da competição foi justamente do Verdão: num Morumbi gélido e vazio, vitória de virada contra os argentinos por 2 a 1.

A partida seguinte foi histórica: em pleno Centenario, um massacre por 5 a 0 sobre o Nacional. Era o prenúncio de uma campanha perfeita na primeira fase, em que se seguiram vitórias por 2 a 1 contra La U (notem o belíssimo gol da vitória) e 3 a 0 contra o Independiente, ambas fora de casa, depois 3 a 1 no Nacional e 1 a 0 nos chilenos no Brasil. Foram 16 gols a favor e somente 3 contra.

Nas quartas-de-final, o adversário foi o poderoso Boca Juniors, na primeira prova de fogo daquela equipe; a primeira partida foi em casa (vai entender) e o Palmeiras venceu por 3×1, na volta na Argentina o placar terminou empatado em 1×1. Classificação garantida e a próxima fase nos reservava o Olímpia. Mais uma vez decidindo fora, o Verdão venceu as duas partidas: 2×0 em casa e 1×0 fora, em jogo que não terminou devido ao tradicional esporte latino-americano de lançamento de artefatos à escolha do participante.

Enquanto isso, o Cruzeiro eliminava o San Lorenzo e se classificava para a grande final contra o Palmeiras. Seria um grande tira-teima, pois as equipes já haviam se enfrentado seis vezes naquele ano, sendo cinco delas muito importantes: as duas da decisão da Copa do Brasil, que levamos, e as três das quartas-de-final do Brasileiro, no qual o outro ex-Palestra Itália levou a melhor.

Pela melhor campanha em todas as fases o alviverde mandaria a partida de volta da final e a partida de desempate, se houvesse. No Mineirão perdemos por 2×1 (Marcelo Ramos e Fábio Júnior para o Cruzeiro e Roque Jr para o Palmeiras) e apesar da vitória de virada por 3×1 no Palestra Itália (Cléber, Oséas e Paulo Nunes para o Palmeiras e Fábio Júnior para o Cruzeiro) seria necessário o terceiro jogo por não existir o critério de saldo de gols.

A última partida seria novamente no Palestra Itália e qualquer vitória dava o caneco ao Verdão. E ela foi magra; ficou a cargo de Arce marcar o gol da partida que sagrou o Palmeiras campeão. No simulado da Libertadores, o Palmeiras passou com louvor.

Partida completa:

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA

29/12/1998 – 3ª partida – Final Copa Mercosul
Palmeiras 1 x 0 Cruzeiro (Arce, 16′ 2ºT)
Campeão: Palmeiras
Estádio: Palestra Itália, São Paulo (SP)
Público: 29.450
Renda: n/d
Árbitro: Luciano Augusto Teotônio Almeida (DF)
PALMEIRAS: Velloso, Arce, Júnior Baiano, Roque Júnior, Júnior, Tiago, Rogério, Alex (Almir), Zinho, (Agnaldo), Paulo Nunes, Oséas (Pedrinho). Técnico: Luiz Felipe Scolari
CRUZEIRO: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, João Carlos, Gilberto, Ricardinho (Caio), Marcus Paulo, Valdo, Müller (Alex Alves), Marcelo Ramos, Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi
GOLS: Arce – 16′ 2º T
CARTÕES AMARELOS: Tiago, Zinho e Pedrinho (Palmeiras), Marcelo Dijan, João Carlos e Marcelo Ramos (Cruzeiro)
CARTÕES VERMELHOS: Marcelo Ramos (Cruzeiro)

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Por Álvaro

É nossa, ergue a Taça capitão!

O grito veio direto de um túnel do tempo, não da garganta, aquele momento impar do último trilar do apito, aquela sensação de alívio que toma conta do corpo e da mente, a segurança de dizer ‘ninguém tira mais, é nosso’, o momento que antecedeu esse instante foi de reflexão, de visualização das últimas taças, das grandiosas glórias passadas, estavam todas ali se juntando e formando o grito, dando sua permissão para soltar a voz, bater no peito, deixar rolar a lágrima, É CAMPEÃO! É CAMPEÃO DE NOVO, É NOSSO P*&$A!!!

Hoje não precisamos da vaga na libertadores, da definição da nova presidência, das contratações, nada, depois do primeiro jogo tudo que mais importava era o título, hoje o que mais importa é a festa, a comemoração, só quem é o Maior Campeão Nacional pode resgatar esse orgulho sem jamais ter deixado de ser grande, nos momentos de participação insignificante nos torneios, ainda ali o Verdão era o gigante, agora o Campeão voltou, só por hoje, só nesse campeonato, no momento só existe o hoje, o troféu, o título e a grandeza, aqui É PALMEIRAS, sempre.

Curta Palmeirense, aproveite, hoje nós somos os campeões que sempre fomos, mas estamos novamente com a Taça nas mãos, obrigado Palmeiras, essa conquista foi ÉPICA.

Vamos às notas:

De Bruno a Betinho, de Deola a Vinícius, TODOS são os heróis dessa conquista – DEZ para todos

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O maior Campeão do Brasil

Por Pedro Ivo

É CAMPEÃO INVICTO! É BICAMPEÃO! É O MAIOR CAMPEÃO DO BRASIL!

Confesso: já escrevi e apaguei o texto neste post algumas vezes. Difícil escolher as palavras quando há tanto a dizer. Esta partida não começou as 21:50. Para nós, Palmeirenses, essa partida começou lá atrás, quando o destino nos botou à prova com a contusão de Wesley e depois com todos os outros “azares” desta caminhada, sofrida como uma bela ópera italiana. A noite de hoje foi o último degrau conquistado por um grupo desacreditado, criticado, e que precisou passar por cima de muito mais do que os adversários para entrar na história do clube. Pode até haver quem considere que este é apenas mais um título na vasta galeria palestrina, mas na minha humilde opinião, este título, por tudo que aconteceu neste semestre, por todas os obstáculos que o azar nos impôs, e por todos os fatores externos que só o Palmeirense conhece bem, é ÉPICO!

O Palmeiras foi a campo diferente da semana passada. Não em sua proposta de jogo, mas sim na maneira como se impôs em campo. Com a vantagem debaixo do braço, a equipe empurrou o Coritiba para trás, impedindo que a pressão vista em Barueri se repetisse no lotado Couto Pereira.

Jogando consciente do que precisava fazer, o Palmeiras levou apenas 10 minutos para tomar conta do meio campo, mesmo com a pressão inicial do Coxa e de sua torcida. Prova disso é que as melhores chances do primeiro tempo foram do Palmeiras, especialmente a de Betinho.

Ainda no primeiro tempo, a sorte resolveu nos mostrar que realmente não ajudaria. Thiago Heleno que, a não ser por um lance em que quase entregou a rapadura, vinha fazendo uma excelente partida, saiu contundido para a entrada de Leandro Amaro. Mas nem isso abalou a equipe, e a missão do primeiro tempo foi cumprida com maestria – 0x0.

No segundo tempo o panorama continuou o mesmo. O Coritiba voltou a campo com Ayrton no lugar de Jonas. Aos 11, Daniel Carvalho, único jogador que destoava do restante da equipe, deu lugar a Luan. Cinco minutos depois, veio a apreensão. Falta na esquerda, cobrança perfeita de Ayrton – 1×0.

Era tudo que o Coritiba precisava para infernizar o Palmeiras nos 30 minutos restantes, certo? Pois nem deu tempo dos paranaenses comemorarem. Quatro minutos depois, falta pela direita, cobrança de Assunção e gol de Betinho. Ele mesmo, que veio do São Caetano sob desconfiança e revolta geral.

Pois quando parecia que o destino nos daria uma folga, não bastasse sequestro relâmpago, ligamentos rompidos, apêndice e afins, Luan se machucou minutos após Felipão fazer sua terceira substituição: Araújo no João Vitor. Isso não impediu que Luan atormentasse a vida do Coxa, e muito menos que o Palmeiras perdesse o controle do jogo pós-gol de empate.

O restante da partida foi de impotência do bom time paranaense e de tranquilidade do Campeão da Copa do Brasil 2012. Festa pelo Brasil inteiro. Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras!

– Bruno: fez uma partida perfeita. Não tinha como pegar a falta – 9

– Artur: tem mostrado personalidade e feito partidas irretocáveis na defesa. Só falta aparecer mais no ataque – 8,5

– M.Ramos: partidaça, não perdeu uma sequer – 9,5

– T.Heleno: a não por um lance, até sair vinha fazendo partida excelente – 8,5

– Juninho: mesmo tendo tomado amarelo cedo não comprometeu e ainda tomou conta do lado esquerdo do campo – 8,5

– Henrique: perfeito na proteção a zaga, ainda fez muito bem a ligação com o ataque – 8,5

– Assunção: experiência, cabeça-fria, profissionalismo e mais uma assistência – 9

– J.Vitor: fez bem o seu papel e ajudou a trancar o meio-campo – 8

– D.Carvalho: destoou do restante da equipe – 6

– Mazinho: caiu pelas pontas, cavou faltas, imprimiu velocidade… só faltaram as arrancadas pra cima dos zagueiros – 8

– Betinho: iluminado – 10

– Leandro Amaro: discreto, fez partida tranquila e não deu sustos – 8

– Luan: dá orgulho ver um jogador arrebentado dando o sangue em campo – 9,5

– Araújo: entrou e não comprometeu. Em se tratando dele, foi excelente – 8

– Felipão: por tudo que só ele mesmo sabe que teve que superar interna e externamente, pela maneira como montou a equipe e pelo sucesso de todo seu trabalho, mostra mais uma vez que se trata de um treinador diferenciado, que sabe preparar e motivar uma equipe como poucos no mundo – 10

FICHA TÉCNICA

CORITIBA 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data/Hora: 11/07/2012 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-DF)
Assistentes: Carlos Berkenbrok (FIFA-SC) e Alessandro Rocha de Mattos (FIFA-BA)

Renda e público: R$1.193.108,00/ 31.382 pagantes
Cartões amarelos: Rafinha, Lincoln e Lucas Mendes (CTB); Juninho, João Vítor, Artur e Marcos Assunção (PAL)
Cartão vermelho: Pereira (CTB)
GOLS: Ayrton, 16’/2ºT (1-0) e Betinho, 20’/2ºT (1-1)

CORITIBA: Vanderlei, Jonas (Ayrton, Intervalo), Pereira, Demerson e Lucas Mendes; Willian, Sergio Manoel (Lincoln, 14’/2ºT), Rafinha, Everton Ribeiro e Roberto (Anderson Aquino, 21’/2ºT); Everton Costa. Técnico: Marcelo Oliveira

PALMEIRAS: Bruno, Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno (Leandro Amaro, 37’/1ºT) e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vítor (Márcio Araújo, 29’/2ºT) e Daniel Carvalho (Luan, 11’/2ºT); Mazinho e Betinho. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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Campeões!

Dia de festa

Uma campanha vitoriosa não é feita apenas por números (no caso, 32 jogos, 25 vitórias, 3 empates, 4 derrotas. Aproveitamento de 81%. 86 gols a favor, 26 contra, saldo de quase 2 por jogo), mas principalmente pelo talento – o talento dos jovens atletas do sub-17 palmeirense (e também do técnico Márcio Rodrigues), agora campeões paulistas da categoria pela primeira vez desde 1977. Parabéns!

Um ótimo resumo do jogo e da campanha, com a artilharia completa, pode ser encontrado no Portal PTD. No entanto, o IPE esteve presente, e tem seu relato e suas fotos. Vamos lá.

O jogo começou com o Palmeiras levemente superior, mas essa pequena diferença bastou para resultar no gol do lateral-esquerdo Lima, logo aos 8 minutos.

Lima parte pro abraço

O gol prematuro deu à equipe uma certa acomodação, talvez para evitar o desgaste do sol forte. No entanto, o crescimento do Santos na partida fez com que essa estratégia fosse abandonada. O time passou a correr muito, e teve lá suas chances, a maior delas com Bruno Sabiá cara a cara com o goleiro santista, que fechou bem a meta. No fim do primeiro tempo, o time praiano estava apenas um pouco melhor quando conseguiu um pênalti que Vinícius desviou para a trave. Pouco depois, o juiz encerrou a primeira etapa.

Vinícius vai voar

No segundo tempo, o Santos virou rapidamente a partida. E, por uns cinco minutos após o 2 a 1, parecia que a casa ia cair. O Palmeiras se assustou, e cada bola chutada pra longe era um alívio passageiro, pois poucos segundos depois o perigo rondava novamente a meta. Pouco a pouco, no entanto, o time se assentou. As mudanças trouxeram gás novo ao time (era nítido o quanto os jogadores correram), e a equipe passou a se aproveitar do desespero santista para encaixar contragolpes, que geralmente por falha nos passes ou aquela segurada a mais acabaram não sendo bem aproveitados. O Santos foi mais perigoso, perdendo uma chance à queima-roupa na pequena área defendida brilhantemente por Vinícius, mas pouco a pouco também foi caindo fisicamente.

No fim, o Santos buscava cruzamentos – parecia até o time profissional do Verdão. O juiz colaborou, acrescentando três minutos, depois mais um, e por fim, sem placa nenhuma, mais derradeiros 60 segundos que pareceram uma eternidade. O Santos teve sua última chance, em chute que passou rente à trave e manteve quietos os cerca de 600 presentes ao estádio, em nossa humilde estimativa. Foi só um susto, que levou Vinícius ao chão na hora que Douglas Perrone Katayama finalmente encerrou o jogo (cuja súmula está aqui) e o campeonato.

É campeão!

Depois do jogo, uma bonita festa, que contou com a presença do presidente Arnaldo Tirone (cuja falta de alegria, ainda bem, não foi contagiante) e pelo vice de futebol Roberto Frizzo. Em princípio, apenas os familiares puderam entrar no gramado. Mas depois a entrada da equipe de reportagem do blog foi liberada e pudemos conseguir estas fotos da celebração:

Hugo Ragelli, o artilheiro verde no campeonato, foi pra galera.

Frizzo e Tirone presentes na festa

Não faltou a chuva de papel prateado

A alegria incontida de Tirone

Ainda sobrou energia pra volta olímpica

A taça circulou bastante

E o futuro?

Sabemos que ganhar a taça não é tão importante quando formar talentos. Mas nos parece que mesmo nisso estaremos bem servidos.

– O time tem vários atletas promissores. Falar da dupla de Brunos (Sabiá e Dybal) já é quase chover no molhado, mas há outros: o goleiro Vinícius foi essencial, e o meia Matheus Carvalho hoje foi o melhor do time. A zaga formada por Luís Gustavo, Mendes e Gabriel deu conta do recado, mas essa é uma posição enjoada para jogadores jovens. Os alas Cesinha e Lima são fortes no apoio – não por acaso, o gol surgiu em cruzamento do primeiro para o segundo. Lucas Taylor é um atleta versátil, que foi de volante a atacante quando o artilheiro Hugo Ragelli se contundiu, e assim abriu espaço para o bom volante João Denoni.

– Mesmo assim, devagar com o andor: a molecada ainda tem muitos vícios próprios da idade, e isso ficou claro hoje. O principal é que eles ainda prendem muito a bola. Não vale a pena queimar etapas com a garotada.

– Esse time ainda deve passar por duas Copinhas, além de várias outras competições como a Copa Rio, também conquistada esse ano. Serão novas oportunidades para os atletas seguirem seu desenvolvimento.

Enfim, palmeirense: não pense que o sucesso de hoje será o sucesso de amanhã. É mais provável que os frutos dessa conquista venham daqui a alguns poucos anos, e que o torcedor palmeirense tenha calma no momento em que finalmente essa geração entrar em nossa nova Arena pelo time principal. O futuro será melhor.

O blogueiro fez questão de cumprimentar Bruno Sabiá

Por fim, os vídeos desse momento tão importante para a base verde.

Gols do jogo:

Melhores momentos e fim de jogo (preparado pelo Antena Verde):

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