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Archive for maio \31\America/Sao_Paulo 2013

Evair queria parar de só treinar.

Evair queria parar de só treinar.

Classificado, com vantagem do empate na final, time azeitado… tudo no Palmeiras era alegria e esperança, certo? Mais ou menos: naquela segunda-feira, Evair reclamou publicamente por não ser relacionado para a partida de despedida do quadrangular contra a Ferroviária.

Pior: ele nem sequer treinou com o restante da equipe; fez apenas trabalhos físicos com o preparador Valmir Cruz. O Matador, que não é de ficar calado, avisou que poderia ser pior ele retornar justo na decisão sem ter atuado um pouco antes. Mesmo assim, Luxemburgo – que ainda não tinha comandado Evair uma vez sequer, já que ele se contundira exatamente na última partida de Otacílio Gonçalves – foi irredutível: quarta, sem chance. Evair ficaria de fora. Assim, ao menos teria um pouco mais de descanso, coisa que não aconteceria com o rival na decisão: a FPF confirmou que Corinthians, São Paulo e Santos jogariam na quinta, um dia após o Verdão. Sendo a primeira partida da final no domingo, o Palmeiras teria um dia a mais de folga.

Evair não seria o único desfalque quarta: Amaral, suspenso, cederia lugar a Daniel. Além disso, Sérgio sentira dor no treino e era dúvida. Mas, claro, nada disso se comparava ao impacto das declarações de Evair, o genioso e genial dono da camisa 9.

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Roberto Carlos era um dos que retornariam quarta

Roberto Carlos era um dos que retornariam quarta

Naquele domingo, o Majestoso praticamente definiu o adversário do classificadíssimo Palmeiras na decisão que começaria dali a somente uma semana. O Corinthians venceu o São Paulo com um gol solitário de Neto e, aliado à surpreendente derrota do Santos na Vila para o Novorizontino, pôs a mão na vaga.

Agora, os alvinegros da capital tinham 7 pontos, tricolores 6 e santistas 5. Na última rodada, haveria San-São no Morumbi que não valeria nada se na mesma hora os arquirrivais vencessem em Novo Horizonte.

(No nosso grupo, por sua vez, o Guarani demorou cinco rodadas para marcar um gol e fez logo mais para bater a Ferroviária por 3 a 1 e assumir a vice-liderança com 4 pontos, SETE a menos que o Palmeiras)

Não teve muita notícia do Palmeiras, até porque era dia de folga e o que mais interessava era mesmo saber quem enfrentaríamos no fim de semana seguinte. Mesmo assim, Luxa confirmou que os titulares jogariam na quarta, contra a Ferroviária. A grande dúvida era: e Evair, estaria em campo?

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EP93_RBAXSEP

Nem precisou do time titular. Na última partida do Palmeiras fora da capital antes de soltar o grito de campeão, um mistão derrotou o já eliminado Rio Branco em Americana pela contagem mínima.

Apenas quatro dos jogadores escalados para aquela partida eram realmente titulares: Sérgio, Tonhão, Amaral e Edílson. Sendo assim, o desentrosamento e a falta de ritmo de alguns atletas que jogavam pouco, como Alexandre Rosa, Jefferson e principalmente Sorato, fez com que o time não fluísse: após um início até bom, o Palmeiras começou a ceder terreno para as investidas do Tigre. Cada vez mais o Rio Branco pressionava, e se o placar permaneceu zerado até o intervalo foi principalmente por mérito de Sérgio.

O segundo tempo começou igual, mas aí entrou em campo o “quem não faz toma”: numa rara escapada, Edílson foi derrubado dentro da área. Jean Carlo não desperdiçou: 1 a 0.

O placar mudou, mas a partida não: o Verdão continuou sofrendo em campo, contando com a ineficiência rival. E ainda por cima dois dos titulares foram substituídos: Amaral saiu para entrada de Juari e Edílson deu lugar a, ora só, Paulo Sérgio, o autor do primeiro gol do Palmeiras após a parceria com a Parmalat e que ainda não havia atuado em 1993 (no Brasileirão jogaria com mais frequência). Quem colecionou o famoso álbum de figurinhas pós-título lembra que Paulo Sérgio foi o único jogador que não posou com uniforme do clube.

Mesmo com a equipe chegando ao fim do jogo completamente desfigurada, a quinta vitória no quadrangular veio. A partida era praticamente um amistoso, mas ainda assim o Palmeiras mandava seu recado: tinha elenco, e vinha babando por conquistas.

Ficha Técnica

Gol: Jean Carlo (pênalti) 12 do 2º Tempo

Rio Branco: Hugo, Marcinho,  Camilo, Leandro e Carlinhos Capixaba; Sidnei, Alexandre (Moreno) e Aritana (Duda); Gílson Batata, Ronaldo e  Toninho Cajuru. Técnico: Cassiá

Palmeiras: Sérgio, Cláudio,  Tonhão, Alexandre Rosa e Jefferson; Amaral (Juari), Daniel e Edílson (Paulo Sérgio); Maurílio, Sorato e Jean  Carlo. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Cartões Amarelos: Jefferson, Camilo, Sidnei, Maurílio e Amaral

Árbitro: Edmundo Lima Filho

Local: Estádio Décio Vitta, para 15.567 pagantes e renda de Cr$ 1.738.735.000,00

Na falta de Evair, Jean Carlo pôs na cal e marcou

Na falta de Evair, Jean Carlo pôs na cal e marcou

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Desencantando? (Foto: Ailton Cruz)

Desencantando? (Foto: Ailton Cruz)

Com uma vitória construída no primeiro tempo, o Palmeiras volta de Alagoas não só com os 3 pontos, mas também com a liderança do certame.

O  jogo teve dois tempos distintos. O primeiro tempo foi de domínio verde. Marcando sob pressão, o Palmeiras forçava o erro do Asa e soube aproveitar as chances criadas.

Logo aos 7 minutos, Leandro deu passe preciso para Kleber sair na cara do gol. O camisa 9 driblou o goleiro, não desistiu da jogada, e teve sangue frio para abrir a contagem.

O Asa até tentou uma reação, apertando a marcação no meio, mas a única jogada de perigo foi um chute do lateral Osmar, que Bruno defendeu com facilidade.

O jogo seguiu com domínio verde e o segundo gol veio com naturalidade. Leandro novamente fez a assistência, desta vez para o gol de Juninho, aos 21 minutos.

O Palmeiras seguia tendo maior volume de jogo e Leandro mais uma vez deu o passe, desta vez contando com a contribuição do zagueiro Tiago Garça, que encontrou Tiago Real livre para marcar o segundo dele na série B – 3×0 – e fim de papo.

No segundo tempo o que se viu claramente foi o Palmeiras se poupando, tocando bola, e esperando alguma brecha para eventualmente marcar mais gols, mas sem o ímpeto visto na primeira etapa. O Asa bem que tentava, mas esbarrava na própria limitação técnica.

Missão cumprida em Arapiraca. O Palmeiras volta a campo neste sábado, em Itu, e terá pela frente o América-MG, que ontem perdeu para o vice-líder Figueirense.

NOTAS

– Bruno: só foi exigido uma vez e não teve problemas – 6

– Ayrton: partida discreta, não foi efetivo nas poucas vezes que tentou o ataque  -6

– M.Ramos: errando muitos passes na saída de bola, parecia louco para entregar a rapadura. Pra piorar, conseguiu ser entortado pelo tal Lúcio Maranhão – 3

– Henrique: compensou mais uma noite infeliz de seu companheiro de zaga – 6,5

– Juninho: apareceu mais que Ayrton no ataque e deixou o dele – 7

– Araújo: conseguiu errar mais passes que o Maurício Ramos, horrível – 3

– Charles: algumas faltas desnecessárias, mas não comprometeu. Kleina poderia testá-lo na vaga do Araújo, abrindo espaço para Wesley jogar em sua posição de origem – 6,5

– Wesley: tá certo que ele também não se ajuda, mas vai se queimando totalmente com a torcida por teimosia do técnico – 5

– Tiago Real: dois jogos, dois gols. Só não dá para achar que ele é a solução do meio campo palmeirense – 7

– Leandro: 3 assistências e muita movimentação no ataque – 8

– Kleber: teve tranquilidade, não inventou e abriu caminho para a vitória – 7,5

– Caio: com equipe claramente se poupando na segunda etapa, a bola pouco chegou – 6

– Marcelo Oliveira: manteve o nível do titular Charles – 6

– Ronny: deveria ter sido ele o substituto de Vinícius, mas o treinador prefere queimar o Wesley – 6

MELHORES MOMENTOS

FICHA TÉCNICA

ASA (AL) 0 x 3 PALMEIRAS

Local: Coaracy Fonseca, em Arapiraca (AL)
Data: 29/5/2013, às 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Ailton Farias da Silva (SE) e Victor Oliveira Cruz (SE)
Gols: 7′ 1ºT, Kleber (0-1); 21′ 1ºT, Juninho (0-2); 42′ 1ºT, Tiago Real (0-3)
Cartões amarelos: Lúcio Maranhão e Fabiano(ASA); Leandro (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Não houve
Renda/Público: Não disponíveis

ASA: Gilson; Osmar, Tiago Garça, Fabiano e Chiquinho Baiano; Cal, Pedro Silva (Milton Junior/Intervalo), Gilsinho (Tallyson/33′ 1ºT) e Didira (Bruno/19′ 2ºT); Wanderson e Lúcio Maranhão. Técnico: Ricardo Silva

Palmeiras: Bruno; Ayrton, Henrique, Maurício Ramos e Juninho; Márcio Araújo, Charles (Marcelo Oliveira/33′ 2ºT), Tiago Real e Wesley (Ronny/18′ 2ºT); Leandro e Kleber (Caio/Intervalo). Técnico: Gilson Kleina

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Uma chance para Soares desfilar seu talento

Uma chance para Soares desfilar seu talento

Já classificado para a decisão, o Palmeiras fez o treino de sexta mais para definir quem seria poupado do jogo do dia seguinte, contra o Rio Branco em Americana. E a lista foi grande: segundo o treinador, Mazinho, Antonio Carlos, Roberto Carlos, César Sampaio, Edmundo e Zinho podiam curtir um fim de semana tranquilo.

A escalação provável, cheia de reservas, seria Sérgio, Cláudio, Tonhão, Alexandre Rosa, Jéfferson; Daniel, Amaral, Edilson; Maurílio, Soares e Jean Carlo. Destaque para o ataque e a defesa completamente reservas.

Apesar da folga geral, Luxa avisou que na despedida da fase, quarta seguinte contra a Ferroviária, não haveria moleza. E nem poderia ser diferente, já que estaríamos a apenas 4 dias da primeira partida decisiva.

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ASAxSEP

Passado o “nervosismo da estreia”, o Palmeiras vai até Alagoas enfrentar um velho e engasgado conhecido.

Horário e local: terça (28/05), as 21:50, no estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca-AL (Sportv/PPV).

Árbitro: será Claudio Francisco Lima e Silva (SE), cujo histórico registra 3 jogos, todos com vitória:

2012 – 1×0 Coruripe (CB,f)

2011 – 2×0 Bahia (BR,f)

2010 – 4×1 Avaí (BR,c)

Situação na tabela: o Palmeiras é o sexto (3 pontos), e o Asa é oitavo (1 ponto).

Desfalques/Reforços: Fernando Prass, Léo Gago, Valdivia e Vinícius ficam de fora, lesionados. Patrick Vieira e Vilson seguem aprimorando a forma física. Não há suspensos.

Pendurados: nenhum. Próxima partida: América-MG (em Itu).

Bola verde IPE: com apenas uma rodada disputada, a liderança está dividida entre Bruno, Charles, Ayrton e Tiago Real, com média 7,5.

Previsão IPE: Bruno; Ayrton, Henrique, M.Ramos e Juninho; Araújo, Charles, Tiago Real e Ronny (Maikon Leite); Leandro e Kleber.

Destaques/Asa: o atacante Lúcio Maranhão, que estava emprestado ao Vitória, retornou ao Asa e fará sua reestreia. O volante Jorginho, expulso na primeira rodada, fica de fora. A provável escalação do Asa deverá ter Gilson, Osmar, Tiago Garça, Fabiano e Chiquinho; Cal, Milton Júnior, Pedro Silva e Didira; Wanderson e Lúcio Maranhão.

Olho neles: o meia Didira e os atacantes Wanderson e Lúcio Maranhão (este último, marcou 41 gols em 2012 e foi o terceiro maior artilheiro do país).

Ex-palmeirenses no Asa: o lateral, agora meia, Pedro, agora Pedro Silva.

Palpite IPE: 2×1 – Lúcio Maranhão abre o placar para os donos da casa, mas Leandro e Charles garantem a vitória.

Último confronto: foi o jogo de volta da primeira fase da CB2002 – 2×1 – gols de César e Galeano para o Palmeiras, e Sandro Goiano para o Asa.

Última derrota no local do jogo: foi o jogo de ida da 1a. fase da CB2002 – 0x1 – gol de Sandro Goiano.

Histórico: tudo igual, mas eles levam vantagem no “gol fora de casa”…

GERAL SÉRIE B
J V E D GP GC J V E D GP GC
2 1 0 1 2 2 0 0 0 0 0 0

O IPE se lembra: será a segunda vez que visitamos o Asa, mas o histórico palestrino em terras alagoanas é um pouco mais extenso. No total, são 12 jogos disputados no estado (incluindo a Copa dos Campeões 2000), com 8V/1E/3D/14GP/6GC.

2012 – 1×0 Coruripe (Copa do Brasil)

2002 – 0x1 Asa (Copa do Brasil)

2000 – 2×1 Sport / 1×0 Flamengo / 1×1 Cruzeiro (Copa dos Campeões)

1998 – 1×0 CSA (Copa do Brasil)

1986 – 0x1 CSA (Brasileiro)

1984 – 0x1 CRB (Brasileiro)

1977 – 2×0 CRB (Brasileiro)

1974 – 2×0 CSA (Brasileiro)

1972 – 3×1 CRB (Brasileiro)

1970 – 1×0 CRB (Amistoso)

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Com 71 pontos, o São Caetano/2012 teria sido campeão em 2007, mas nem subiu

Com 71 pontos, o São Caetano/2012 teria sido campeão em 2007, mas nem subiu

A missão de retornar à série A começou bem, com uma vitória apertada sobre um dos principais rivais na competição. Os primeiros pontos já estão no bolso, mas quantos o Palmeiras precisa para subir (e, de quebra, para ser campeão)?

Para responder, analisamos as pontuações finais dos cinco primeiros colocados desde 2007, quando entrou em vigor o regulamento atual; assim, sabemos quanto fizeram os times promovidos e, principalmente, o primeiro que falhou. A série histórica é pequena (apenas seis anos), e não permite obter resultados estatisticamente confiáveis, mas dá boas pistas sobre o que o Verdão tem que fazer.

Antes de ver a tabela, vamos esclarecer algo meio simples, mas a que dificilmente se dá atenção:

A pontuação necessária para subir não é a do quarto colocado, e sim um ponto a mais do que faz o quinto (da mesma forma, para ser campeão basta fazer um ponto a mais que o vice). 

Exemplificando, vejamos os anos nas pontas: em 2007, o quarto colocado fez 59 pontos. Precisava? Não, bastavam 57, pois ainda assim o quinto colocado não o alcançaria. E em 2012 os 71 pontos obtidos pelo quarto não garantiam a vaga – afinal, o quinto colocado também conseguiu isso. Para não depender de critérios de desempate, eram necessários 72.

Vamos então à tabela:

acessob

O que ela nos diz? Dá para tirar algumas observações:

  1. Com exceção de um caso (2012), 63 pontos sempre bastaram para o acesso. O campeonato de 2012 teve um desequilíbrio muito grande entre os cinco primeiros e os demais (o São Caetano, quinto, ficou 11 pontos à frente do Joinville), e também muitos times com pontuação baixa.
  2. Os times vêm aprendendo a disputar a série B: com exceção da queda entre 2010 e 2011, a pontuação do quinto colocado vem aumentando ano a ano. Não deve bastar igualar o desempenho dos acessos anteriores (ainda que precisar dos mesmos 72 pontos de 2012 seja meio irreal).
  3. O campeonato é disputado até o fim. Em 2007 e 2008, os quatro promovidos garantiram o acesso com antecedência. Mas, nos últimos três anos, a diferença entre o terceiro e o quinto foi de no máximo três pontos. Entre quarto e quinto, no máximo um.
  4. Com exceção do primeiro ano, sempre houve um time que se desgarrou. Em 2008 e 2009, foram os grandes rebaixados no ano anterior, Corinthians e Vasco. É de se esperar que seja o Palmeiras esse ano…
  5. Para ser campeão, 74 pontos sempre bastaram. Se desconsiderarmos 2012, então pode-se pontuar ainda menos: fora esta ocasião, 70 pontos sempre deram o título.
  6. Para ter uma outra referência, consultamos o Chance de Gol, cujo método às vezes é questionável no que diz respeito às chances nominais de cada equipe, mas o modelo é bom para estimar a pontuação necessária para subir de modo geral. Este ano, o site crê que, para ter 95% de chances de subir (o mínimo que nos deixa seguros) serão precisos os mesmos 71 pontos que não garantiram o Azulão ano passado. Para ter mais de 50% de chances, é bom somar 68. Já para ser campeão, é bom chegar às oito dezenas.

E qual a conclusão do blog?

Nenhuma! Voltamos ao fato de que são poucos dados para se chegar a uma conclusão segura. Mas, instintivamente e baseado no que vimos em anos anteriores, estimamos que o acesso pode até vir com 63 pontos. Mas, para ter mais segurança, melhor somar no mínimo 68. Já para o caneco, é bom chegar pelo menos a 75 pontos.

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