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Brasileirão-2018-taça

Nossa de novo. Foto: Rafael Ribeiro

Antes do blog entrar em um estado latente, fruto dos irrelevantes porém necessários outros compromissos dos editores, fazíamos todo ano uma pequena retrospectiva da ~emio temporada (você pode conferir todas as anteriores aqui). Em 2017 já não fizemos, até porque não foi um ano lá de grandes recordações. Porém, se não tivemos tempo de fazer o do ano do deca, vamos ao menos a uma parte que costumava aparecer constava: os cinco jogos marcantes do ano.

Vale um aviso antes da lista: um jogo marcante não é necessariamente uma vitória. Na relação de 2016, por exemplo, entrou a derrota para o Botafogo no primeiro turno do Brasileiro, pois foi a partir dali que Cuca reviu o modo de atuar do Palmeiras, que então rumou solidamente para o enea (quem ainda se lembra desse prefixo?).

Sem mais delongas, pois é tarde de 31 de dezembro e o texto precisa ir ao ar antes das sete ondas, eis em ordem cronológica as cinco pelejas que na opinião deste escriba ajudam a entender o 2018 alviverde. Se você discordar – algo natural no universo de 77 partidas disputadas, e mais ainda no universo de uma torcida que discorda de tudo – a caixa de comentários está ao seu dispor.

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Boca Juniors 0x2 Palmeiras (25 de abril)

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Para a história. Foto: Juan Mabromata

O Verdão avançou bastante na Libertadores deste ano, mas, convenhamos, não foram muitos jogos épicos – até a semi fizemos bem o serviço fora de casa e na ida só sofremos uma vez por causa de uma expulsão muito prematura. Neste sentido, em 2017 tivemos muito mais história; tanto as vitórias (Jorge Wilstermann, Peñarol duas vezes) como o fracasso (Barcelona) foram muito mais intensos. Para mim não foi tecnicamente a melhor apresentação sob Roger; este posto cabe ao primeiro tempo do duelo contra o São Paulo no Paulista, um dois a zero perfeito. Mas, para não deixar a campanha na América em branco, fica este belo momento – nossa primeira vitória na Bombonera.

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Palmeiras 3×2 Atlético-MG (22 de julho)

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A última alegria de Roger (foto: Sergio Barzaghi)

Uma síntese da era Roger Machado: um resultado inegavelmente bom (primeira vitória contra o Galo em sete anos) e, tivesse o juiz encerrado o jogo um minuto antes, também uma decepção. Com ele no comando vencemos Grêmio e Boca fora, o São Paulo duas vezes, o Inter futuro 3° colocado do Brasileiro e ainda a ida da final do Paulista, que em condições normais seria uma das cinco escolhas, mas a anormalidade da volta impede sua inclusão. Ao mesmo tempo, fizemos dois a zero no Ceará e sofremos o empate, abrimos o placar contra o Flamengo e sofremos o empate, logo de cara vazamos a meta do Santos e… bom, deu pra entender. O gol de Bruno Henrique valeu três belos pontos, mas manteve a pulga atrás da orelha da torcida verde; no jogo seguinte, contra o Fluminense, a razão ficou clara. Não havia mais como segurar o treinador.

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Palmeiras 3×1 Cruzeiro (30 de setembro)

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Ainda assim ganhamos

Junte no mesmo caldeirão um adversário que quatro dias antes daquela manhã de domingo havia nos eliminado da Copa do Brasil com direito a confusão pós-jogo (pra nem falar do último lance da ida), um técnico que não perdia para o Palmeiras desde 2009 e a possibilidade de assumir, ainda que de maneira provisória, a liderança do campeonato. O Palmeiras sentiria a pressão, mesmo contra um time celeste reserva?

Não sentiu. Abriu o placar, sofreu o empate num pênalti escandaloso – Gustavo Gómez, que na partida anterior fizera o gol da vitória contra o Sport sem que o auxiliar de linha visse (por sorte Willian não desperdiçou o rebote), pôs a mão na bola claramente fora da área. Mas, né?

Tudo bem. Ainda no primeiro tempo, Hyoran faria seu segundo gol de cabeça no campeonato (!) e na segunda etapa Gustavo Gómez de pênalti fecharia o placar. O Palmeiras almoçava em primeiro e secava o São Paulo à tarde. Deu certo: o Botafogo segurou o empate contra o tricolor e pela primeira vez o cavalinho verde era o primeiro a aparecer na corrida do Fantástico. De lá não mais sairia.

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São Paulo 0x2 Palmeiras (6 de outubro)

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Fantasma exorcizado. Foto: Joca Duarte

Muitos dizem que depois desse jogo já gritaram campeão. Não foi meu caso – eu sofro até o último instante – mas em retrospectiva dava para entender quem o fez. Dezesseis anos, seis meses e dezesseis dias de jejum no Morumbi caíam por terra em atuação segura de um time que veria a liderança conquistada na rodada anterior virar pó. Pela terceira rodada seguida houve um lance bizarro não apontado a nosso favor; desta vez, a defesa de Sidão fora da área antes dos dez minutos. Ainda assim, a fatura foi liquidada já no primeiro tempo em duas cabeçadas certeiras (a de Gustavo Gómez, certamente; a de Deyverson, nem tanto mas o goleirão ajudou). No segundo, só não houve olé porque a torcida era única e adversária. Adeus, tabu!

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Vasco 0x1 Palmeiras (25 de novembro)

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Depois de trabalhar, um pouco de descanso no Rio. Foto: Daniel Castelo Branco

Visto de maneira isolada, não foi um dos jogos mais empolgantes do torneio. Mas é aquele do qual nos lembraremos em algumas décadas, o jogo da décima estrela. O Flamengo tentou adiar, livrando-se muito bem de uma semana difícil contra Grêmio em casa e Cruzeiro fora, mas eles ainda precisavam que o cruz-maltino segurasse o alviverde. Não conseguiram: sem forçar demais, o Palmeiras encontrou uma brecha num lindo lançamento de Dudu para Willian servir Deyverson com um toque de Hollywood – o lance em que o herói sucumbe para trazer a glória a seu povo. Cuide bem de seu ligamento cruzado, Bigode, estes meses parados certamente não terão sido em vão.

Dois anos depois, de novo o Palmeiras tocava o céu na penúltima rodada do campeonato. E, ao contrário do que ocorreu em 2016, quando nem dois dias se passaram para que a alegria assumisse um gosto embaraçoso com a queda do avião da Chapecoense, dessa vez a festa pôde ir até o fim do torneio, uma semana depois, antes de se transformar no doce orgulho de ser por enquanto o único e para sempre o primeiro clube dez vezes campeão brasileiro.

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As quartas já são passado

 

Com uma contundente vitória por 3 a 0 sobre o Novorizontino na noite desta sexta, o Palmeiras garantiu passagem para sua quarta semifinal do estadual seguida. Nas ocasiões anteriores, em duas paramos lá mesmo e a outra parou nos pênaltis da decisão. E agora?

O próximo obstáculo ainda é incerto. Nos próximos dias os rivais decidem sua sorte, e dos resultados depende a definição. Para que você saiba exatamente pelo que torcer, trazemos nossa tradicional chave do mata-mata. Clique aqui para ampliar e saiba todas as combinações possíveis para o próximo desafio do Verdão no Estadual.

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Não dava pra não colocar o cavalinho

Ano esquisito esse. Crises, notícias ruins aos montes, entre as quais a cada vez mais inacreditável queda do avião da Chapecoense, inúmeros famosos que se foram (sim, todo ano os há, mas a safra de 2016 parece ter sido maior – e no meu caso a que mais doeu sem dúvida foi a de Gaúcho, meu primeiro ídolo). O mundo fora do futebol – sim, ele existe – foi turbulento.

Para os palmeirenses, contudo, o ano dificilmente poderia se encerrar de maneira melhor. O Brasil voltou a ser nosso (depois de um ou vinte e dois anos, como preferir), ensinamos ao país inteiro com quantos títulos se faz um enea e as perspectivas para 2017 são também muito animadoras.

O começo não foi lá essas coisas, e o capital conquistado por Marcelo Oliveira ao levantar a Copa do Brasil rapidamente se esvaiu. Já em março ele se foi, mas o substituto foi um tiro na mosca. #VoltaCuca

De maio a novembro, com raros momentos de turbulência, o Verdão navegou em mares tranquilos (claro que só podemos afirmar isso mais de um mês após o final feliz, mas o fato é que, revendo calmamente, foi assim mesmo). Não teve nem cheiro de desgraça. 2009 nunca mais.

Agora, enfim trazemos para você o resumo da já saudosa temporada verde. Você poderá compará-la com os anos anteriores clicando aqui para 2015, aqui para 2014aqui para 2013.

Se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do ano em que o maior campeão nacional foi novamente campeão nacional (admito: este parágrafo ficou igual ao de 2015. Bom que seja assim, não?).

Nota: este Instituto Palestrino de Estatística não faz tudo sozinho. Agradecemos alguns dados obtidos através da sempre recomendada Porcopedia e os dados sobre assistências e gols do Brasilerão enviados pelo amigo @edersep.

Chega de papo. Mergulhe agora nos números do ano. O ano do número 9.

Desempenho

Aproveitamento: 62%

Jogos: 67 (Série A 38, Paulista 17, Libertadores 6, Copa do Brasil 4, Amistosos 2)

Vitórias: 36 (Série A 24, Paulista 8, Libertadores 2, Copa do Brasil 1, Amistosos 1)

% Vitórias: 54 (Série A 63, Paulista 47, Libertadores 33, Copa do Brasil 25)

Empates: 16 (Série A 8, Paulista 4, Libertadores 2, Copa do Brasil 1, Amistosos 1)

% Empates: 24% (Série A 21, Paulista 24, Libertadores 33, Copa do Brasil 25)

Derrotas: 15 (Série A 6, Paulista 5, Libertadores 2, Copa do Brasil 2)

% Derrotas: 22% (Série A 16, Paulista 29, Libertadores 33, Copa do Brasil 50)

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O primeiro jogo do ano

Gols, gols, gols

Gols marcados: 110 (Série A 62, Paulista 29, Libertadores 12, Copa do Brasil 5, Amistosos 2)

Gols marcados por jogo: 1,64 (Série A 1,63; Paulista 1,70; Libertadores 2,00; Copa do Brasil 1,25)

Gols sofridos: 63 (Série A 32, Paulista 19, Libertadores 8, Copa do Brasil 4, Amistosos 0)

Gols sofridos por jogo: 0,94 (Série A 0,84; Paulista 1,12; Libertadores 1,33; Copa do Brasil 1,00)

Saldo de gols: 47 (Série A 30, Paulista 10, Libertadores 4, Copa do Brasil 1, Amistosos 2)

Tripletes: nenhum (último: Lucas Barrios (4×1 Fluminense, 16/9/2015)

Maior goleada aplicada: 4×0 River Plate-URU, Atlético-PR e Figueirense

Maior goleada sofrida: 1×4 Água Santa

Jogo com mais gols: Palmeiras 4×3 Grêmio

Placares mais comuns: 2×0 (dez vezes), 2×1 e 1×2 (oito vezes cada)

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Essa bola marota será o gol mais incrível de 2016

Os gols do Brasileirão

Os 62 tentos alviverdes foram assim distribuídos:

29 de pé direito de dentro da área

8 de pé esquerdo de dentro da área

4 de pé direito de fora da área

4 de pênalti (e não venham com essa de que isso afinal é pé direito ou esquerdo dentro da área)

1 de falta (em dois toques)

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Lá vem Cucabol

Classificações finais

Série A: ENEACAMPEÃO!

Libertadores da América: 18º colocado

Campeonato Paulista: quarto colocado

Copa do Brasil: quadrifinalista

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É nossa

Jogadores

Quem mais atuou: Vítor Hugo (59)

O resto do pódio: Dudu e Jean (53 cada)

Os outros top 10: Gabriel Jesus (48), Zé Roberto (51), Fernando Prass (41), Thiago Santos (40), Moisés e Tchê Tchê (39 cada), Alecsandro (36)

Quantos jogadores atuaram: 41 (nove a menos que em 2015, sendo que dois estrearam na última rodada)

Artilheiro: Gabriel Jesus, 21 gols

O resto do pódio: Alecsandro (12) e Dudu (9). Em 2015 o terceiro tinha feito 14 (Cristaldo), mas em 2014 apenas 5 (Wesley).

Os outros top 10: Jean (8), Vítor Hugo, Rafael Marques e Allione (5 cada), Moisés, Cleiton Xavier, Róger Guedes, Thiago Martins, Barrios, Mina e Cristaldo (4 cada)

Mais assistências: Dudu (12)

O resto do pódio: Robinho (8) e Cleiton Xavier (7)

Os outros top 10: Jean (6), Róger Guedes (5), Gabriel Jesus, Alecsandro e Thiago Santos (4 cada), Zé Roberto, Egídio e Rafael Marques (3 cada)

Quantos jogadores marcaram: 23 (fora um gol contra)

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O que mais jogou e o que mais marcou

Cartões

Mais cartões vermelhos: num ano com incrivelmente apenas dois expulsos, somente Gabriel Jesus (contra o Rosario Central) e Allione (Grêmio, em momento decisivo da Copa do Brasil) foram pro chuveiro mais cedo. Em 2015 haviam sido 10 vermelhos.

Recorde: O Palmeiras se tornou o primeiro clube na história dos Brasileiros de pontos corridos a terminar o torneio sem expulsões.

Mais cartões amarelos: Gabriel Jesus (claro), 16. Depois Thiago Santos (claro), 12, Vítor Hugo 11, Alecsandro 10, Matheus Sales 9, Edu Dracena 8.

O santo: Cristaldo, 11 jogos sem cartão. Ano passado Rafael Marques passou ileso em 56 partidas

Cartões no banco: houve seis cartões amarelos dados a jogadores no banco em nossas partidas. O único palmeirense advertido assim foi Vagner, contra o Santos na semi do Paulista; no mesmo jogo Elano também foi punido assim – pela segunda vez no ano, já que no 0x0 da primeira fase isso já tinha acontecido!

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Uma cena bem comum

Técnicos

Marcelo Oliveira: 12 partidas, com 5V/5E/2D (aproveitamento 56%)

Cuca: 51 partidas, com 29V/11E/11D (aproveitamento 64%)

Houve ainda partidas com Tico dos Santos (1×2 Nacional), Alberto Valentim (2×0 São Paulo) e Cuquinha (2×0 Flu no turno e 1×3 Botafogo)

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Nossa casa

Jogos no Allianz Parque: 27

Maior público e renda: 40.986 pagantes e R$ 4 171 317,26 em Palmeiras 1×0 Chapecoense.

Recorde: este jogo marcou o maior público da história do centenário Palestra Itália (que datava de 1976)

Menor público: 18.413 pagantes em Palmeiras 1×2 Ferroviária

Menor renda: R$ 915 440,54 em Palmeiras 4×1 Capivariano

Público total: 855.651 (média de 31.691 por partida)

Renda total: R$ 56.113.907,32 (média de R$ 2.078.292,86 por jogo)

Ticket médio: R$ 65,58 por ingresso (7,5% a menos que em 2015).

Times que nos visitaram mais de uma vez no ano: apenas um, o Santos.

Jogos de mata-mata: 3, com duas vitórias e um empate.

Jogos em que era obrigatório vencer: 2, com uma vitória (River Plate-URU, e não adiantou) e um empate (Grêmio)

Gol Sul: marcamos 30, sofremos 6

Gol Norte: marcamos 20, sofremos 12

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Vira, vira, vira… virou?

Jogos em que saímos ganhando: 44

Viradas sofridas: 2 (Linense, Cruzeiro)

Jogos em que saímos perdendo: 18

Viradas conseguidas: 2 (São Paulo, Vitória)

Todos estes jogos com viradas terminaram 2×1. Vale ainda destacar, claro, que em Palmeiras 4×3 Grêmio houve uma virada e uma revirada.

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Esse foi o empate. O cara mais atrás virou

Adversários

Clássicos: 10 (5 vitórias, 3 empates, 2 derrotas). Aproveitamento: 60%

Corinthians: 3V sem levar gol, o que não acontecia desde 2007.

São Paulo: 2V/1D

Santos: 3E/1D

Quem marcou em clássicos: Mina 3, Dudu e Rafael Marques 2, Robinho, Cleiton Xavier, Vítor Hugo e Moisés

Clubes estrangeiros enfrentados: 4 (Libertad, River Plate-URU, Rosario Central, Nacional)

Times enfrentados mais vezes: Grêmio e Santos (4 vezes cada)

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Batemos o Corinthians em três estádios diferentes

Ineditismos

Novos jogadores: 16 (Artur, Edu Dracena, Erik, Fabiano, Fabrício, Jean, Mina, Moisés, Régis, Rodrigo, Roger Carvalho, Róger Guedes, Tchê Tchê, Vagner, Vinicius Silvestre, Vitinho) – doze a menos que 2015

Novos artilheiros*: 9 (Erik, Fabiano, Jean, Mina, Moisés, Róger Guedes, Tchê Tchê, Thiago Martins, Thiago Santos)

*jogadores que marcaram seu primeiro gol este ano

Novos adversários: 2 (River Plate-URU e Água Santa)

Novos estádios: 2 (Domingo Burgueño em Maldonado-URU e José Liberatti em Osasco-SP)

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Que primeiro gol, hein, Fabiano?

Maiores sequências

Vitórias: 3 (diversas vezes)

Invencibilidade: 10 (Chapecoense, Vitória, Atlético-PR, Ponte Preta, Fluminense, Botafogo-PB, São Paulo, Grêmio, Flamengo, Corinthians)

Derrotas: 4 (Nacional-URU, Audax, Red Bull, Água Santa)

Jogos sem vitórias: 5 (São Bento, Oeste, Linense, River Plate-URU, Santos)

Jogos marcando gols: 13 (todos entre Audax e Fluminense no 1º turno do BR)

Jogos sem marcar gols: 1 (dez vezes). Ou seja, o Palmeiras em nenhum momento do ano ficou dois jogos sem marcar.

Jogos sem levar gols: 3 (Libertad, Nacional e Botafogo-SP, os três primeiros jogos da temporada)

Jogos levando gols: 4 (três vezes)

Palmeiras Campeão Brasileiro de 2016 - Ricardo Stuckert/CBF

Jailsão teve uma sequência própria de 19 jogos invicto no BR

Árbitros com 3 ou mais jogos ou de finais

Cinco jogos: Dewson Freitas (2×1 Flamengo, 3×0 Botafogo-PB, 3×2 Santa Cruz, 0x1 Santos, 2×1 Vitória)

Três jogos: Anderson Daronco (incluindo o Palmeiras 1×0 Chapecoense da taça), Heber Roberto Lopes, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza Raphael Claus, Ricardo Marques Ribeiro e Vinicius Furlan

Bola na marca fatal

Disputas de pênaltis: 2, com 2 derrotas (Nacional-URU em torneio amistoso e Santos no Paulista)

Pênaltis cobrados nestas disputas: 11, com 5 acertos e 6 erros.

Um acerto e um erro: Rafael Marques e Fernando Prass

Um acerto: Zé Roberto, Cleiton Xavier, Jean

Um erro: Dudu, Allione, Gabriel Jesus, Lucas Barrios

Pênaltis defendidos por Prass (nas disputas): Fernández, Ramírez e Lucas Lima

Pênaltis defendidos durante os jogos: Marco Rúben (Rosario Central) e Lucca (Corinthians)

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Já já vai ter gol. Do Palmeiras.

Algumas curiosidades

– O Palmeiras finalmente deixou de ser o pior time paulista no BR, o que vinha acontecendo seguidamente desde 2011 (2010 se incluirmos os times do interior).

– Pela primeira vez desde 1997 o Palmeiras foi o paulista melhor colocado no Brasileiro.

– O Palmeiras atuou em 9 Estados durante o ano: SP, RJ, MG, PR, SC, RS, BA, PB, PE; além disso, atuou no Distrito Federal e em dois outros países (Argentina e Uruguai).

Os 5 principais jogos do ano em nossa opinião

Palmeiras 2×0 Rosario Central (Libertadores da América): esse jogo não entra por ter sido particularmente importante na temporada, e sim como homenagem a uma das maiores atuações individuais do Verdão no século, certamente a maior do novo estádio. O que Fernando Prass fez foi um espanto.

Palmeiras 4×0 Atlético-PR (Brasileiro): após a queda no Paulista, Cuca havia dito que o time seria campeão brasileiro. A estreia no torneio demonstrou que não eram palavras ao vento.

Botafogo 3×1 Palmeiras (Brasileiro): uma derrota sim, por que não? Foi aqui que Cuca percebeu que para garantir a taça seria necessário mudar um pouco o estilo. Nasceu então o time que só perderia um dos 21 jogos seguintes e com enorme solidez rumou para a glória.

Corinthians 0x2 Palmeiras (Brasileiro): no momento mais difícil do segundo semestre, um simples empate em Itaquera poderia custar a liderança. Mas o time foi absoluto, dominou do início ao fim e ganhou um embalo decisivo.

Palmeiras 1×0 Chapecoense (Brasileiro): entramos 98% campeões, saímos 100%. Um jogo que apesar do placar magro nunca fugiu ao controle, ainda mais com a calma de quem sabia que ao mesmo tempo o Santos tropeçava – o que por si só bastava. E, claro, uma partida que jamais será esquecida não só por representar a reconquista do Brasileirão como por ter sido o ato derradeiro de 13 jogadores e um técnico. De todos os atletas da Chape que atuaram aquele dia, apenas Alan Ruschel escapou da morte 30 horas após o apito final. Não era a intenção terminar esse textão assim, mas agora vejo que não consigo fazê-lo de outra forma. Que sejam sempre lembrados.
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No Allianz, o adeus

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Em preto e branco para entrarmos no clima

Você que nos lê agora certamente gosta de futebol. Deve bater uma bolinha de vez em quando; quem sabe até faça parte de um time que já jogou o campeonato do bairro, da faculdade, da firma. Imagine então se sua equipe conseguisse ir além desse nível e pudesse disputar um torneio oficial. Seria certamente um dia histórico, não?

Pois é: esta foi a fronteira ultrapassada pelo Palestra Italia há exatos 100 anos. Foi em 13 de maio de 1916, 28º aniversário da abolição da escravatura, que o clube de menos de dois anos de idade entrou no campo da Floresta envergando a Cruz de Savoia para ganhar o primeiro ponto de sua história.

Desde 1915 o Palestra pleiteava inscrição à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), que organizava um dos torneios estaduais de então – na época vigia a cisão do Campeonato Paulista entre ela e a LPF, Liga Paulista de Foot-ball. O clube, contudo, foi recusado em seu primeiro ano de vida.

O quadro mudou em 1916 com a exclusão do Scottish Wanderers, acusado de profissionalismo. Talvez o Palestra até conseguisse vaga no torneio sem este fato (afinal eram sete os participantes), porém a saída dos escoceses facilitou a entrada da equipe tricolor (sim, verde, branco e um tantinho de vermelho). Justamente naquele ano, porém, o Corinthians estava na LPF (uma consequência do confronto entre clubes de elite e populares; mais sobre o tema pode ser lido aqui) e por esta razão o Derby só nasceria um ano depois.

Enfim, o fato é que às 16 horas daquele sábado o árbitro Irineu Malta deu início não só à partida e ao Campeonato Paulista daquele ano (era o jogo inaugural do torneio), como a uma história que hoje completa uma centena de anos. Veja como o match foi anunciado no jornal O Estado de S. Paulo daquele dia:

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Com a bola rolando, Zecchi abriu o placar para o Mackenzie; o Palestra Italia empatou ainda no primeiro tempo com Dante Vescovini (algumas fontes dizem Valle II, mas nos parece que isto está errado). E o placar não mais se alterou. O estreante do dia não foi dobrado por um clube que participava pela 11ª vez do torneio, e começou com um bom resultado sua trajetória rumo ao gigantismo nas competições que disputa. Eis o relato do jogo no Estadão:

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No fim das contas, acabou sendo um torneio de aprendizado: o Palestra venceu apenas 2 dos 12 jogos (Ypiranga, na segunda rodada, e o Santos, no primeiro jogo oficial do Alviverde que futuramente seria definido como clássico) e acabou em sexto, à frente somente do time que homenagearia 26 anos depois em meio à Segunda Guerra. O Mackenzie foi o terceiro, e o Paulistano terminou com o primeiro título da sequência que culminou no único tetracampeonato paulista – que não virou penta porque o jovem time de 1914 já não era tão jovem assim em 1920, e em seu quinto ano conquistou sua primeira taça.

O tempo passou, o nome mudou e hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras segundo nossas contas soma – tome fôlego – 4402 partidas oficiais, que nos renderam 44 taças (grosso modo, uma a cada cem partidas). Mas, como diz o provérbio, uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo – e é este passo que agora chega aos três dígitos e merece ser lembrado como capítulo fundamental de nossa história.

FICHA TÉCNICA (retirada do Mondo Palmeiras):

13/05/1916 – Palestra Italia 1 X 1 Mackenzie

Palestra: Fabbrini; Grimaldi e Ricco; Bianco, Fabbi I e De Biasi; Gobbato, Valle II, Dante Vescovini, Bernardini e Cestari

Mackenzie: Arnaldo; Plínio e Claudino; Campos, Pestana e Shelders; Jarbas, Oscar, Maciel, Zecchi e Cassiano

Local: estádio da Floresta

Gols: Vescovini (Palestra) e Zecchi (Mackenzie)

Árbitro: Irineu Malta

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Os primeiros cornetados

*

A seguir, uma relação dos jogos oficiais disputados pelo Palmeiras até hoje. Como toda lista do tipo, há casos dúbios. Alguns torneios foram retirados, como os Campeonatos Paulistas Extras, Torneio dos Campeões Rio-São Paulo, Copa Bandeirantes, Taças Cidade de São Paulo e os Torneios Início, porque… não sei, porque não me convenci de que deveria listá-los.

Os valores e competições alinhados à direita estão ali somente para destrinchar melhor os números (não foram somados duas vezes). Os jogos que valeram ao mesmo tempo pelo Paulista e Rio-São Paulo – entre eles o histórico 8×0 sobre o Corinthians – foram contados em ambas as competições mas descontados uma vez no final, de modo que o total reflete realmente o número de vezes que o Palestra Italia/Palmeiras entrou em campo.

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O que guardaremos desta primeira fase

Chegou ao fim a primeira fase do Paulistão. Já sabemos que a próxima pedra no caminho verde será o São Bernardo; no entanto, o resto do caminho verde até a taça ainda não está definido. Mas nós vamos mostrar como será.

Existem quatro combinações a cada partida: vitória do mandante no tempo normal, mandante nos pênaltis, visitante no tempo normal ou nos pênaltis. Sendo quatro confrontos nas quartas, temos um total de 44 combinações possíveis de resultados, ou 256. Dessas, podemos desprezar todas as que põem o time do ABC como vencedor. Não que sejam favas contadas – é que não faz sentido projetarmos o que vem por aí se nós não estivermos, certo?

Sobram então 128, e são essas possibilidades todas que apresentamos a você. Por sorte, este ano muitas de novo são redundantes: nos casos de Corinthians, Santos e São Bento, é indiferente para efeito de chave se eles passariam nos pênaltis ou no tempo normal. Essa é a razão pela qual você não contará 128 possibilidades abaixo, e sim 40 (pouco mais que as 36 do ano passado, mas bem melhor que as 81 de 2014).

Então é isso. Clique aqui para ampliar ou imprimir, brinque de captar o que cada figura representa, escolha o que você prefere e seque à vontade. Vamos ver se o time que vem se dando bem nos clássicos termina o campeonato do ano da Olimpíada com volta olímpica.

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O primeiro ídolo

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Meu filho vai fazer sete anos e só sabe citar um jogador do Palmeiras. É curioso que seu ídolo seja um goleiro que por obra do destino virou artilheiro decisivo em uma disputa de pênaltis. E mais curioso ainda que o primeiro ídolo de seu pai tenha sido um artilheiro que virou goleiro decisivo em outra disputa de pênaltis.

Quem diria que os inglórios anos 80 produziram ídolos? Pois sim: Edu Manga, Jorginho Putinatti (o da famosa foto do porquinho), Zetti (sim, há um amigo fiel do blog cujo ídolo era ele). E houve alguém cujo momento mais famoso da carreira foi justamente ao substituir este último. Saiba, porém, que não foi apenas vestindo luvas que se construiu sua passagem pelo Parque Antártica.

Não vou desfiar sua biografia nem a história daquele jogo, muito menos falar dos números de sua passagem; outros já o fizeram, como o Verdazzo. Isto é coisa de gente crescida, e a dor de ontem foi sentida pelas crianças de outrora.

Gaúcho, descobri ontem, não foi um primeiro ídolo apenas meu. Pelo Twitter vi inúmeros outros palestrinos que cresceram naquela época dizendo o mesmo. E subitamente, no começo desta triste noite de 17 de março de 2016, vi gente que foi criança como eu e que gostava do mesmo jogador que eu agora adulta a chorar como eu chorava por alguém que ficou pouco tempo por aqui, não virou figurinha no álbum do centenário e não é o maior ídolo de ninguém (provavelmente todos os que verteram lágrimas comigo ontem também têm Evair ocupando o posto). Está claro que o primeiro ídolo ninguém esquece.

Imagino que Gaúcho nunca teve a noção do que silenciosamente representou para tantos e me penitencio por ter feito tão pouca menção a isso enquanto ainda estava por aqui. De nunca ter sequer dito que o gato que ganhei no fim de 1988 ganhou seu apelido, e o coitado durou pouco mais que sua passagem pelo clube mas gerou uma prole cuja última descendente também se foi há pouco.

Você se foi cedo, mas ontem aprendi que quem traz brilho aos olhos de uma criança não morre jamais. Descanse em paz.

1994 World Cup Final. Pasadena, USA. 17th July, 1994. Brazil 0 v Italy 0. (Brazil won 3-2 on penalties). Brazilian star Romario drapes himself in his country's flag after Brazil won the World Cup by beating Italy on penalties.

Em 1994 ele foi o cara

“Ué, mas esse não é um blog sobre o Palmeiras?”

É sim, amigo, mas há alguns jogadores cujo histórico justifica um texto – contando seu histórico contra nós, naturalmente. Entre outros, já falamos de Garrincha, Sócrates e até mesmo de Ronaldo, esse que hoje parece uma antítese do hoje senador e ontem companheiro de ataque de Seleção (a dupla recebeu o famigerado apelido de “Rô-Rô“).

Assim, vamos relembrar o que Romário de Souza Faria fez contra o Palmeiras – e, saibam de antemão, não foi pouco!

A carreira do Baixinho começou no Vasco, ainda nos anos 80. Seu primeiro jogo profissional foi em 1985, e por mais três anos e meio ele ficaria no cruz-maltino; pouco após jogar as Olimpíadas de Seul (ao lado de nenhum palmeirense, eu rechequei) foi para o PSV, de onde seguiu para o Barcelona e para o título mundial de 1994.

Toda essa enrolação para dizer que somente depois disso, já aos 29 anos, é que finalmente o campeão da Copa encontrou o campeão do Século: em 3 de setembro de 1995, Romário sofreu mas vazou Velloso. Só que o “melhor ataque do mundo” formado também por Sávio e Edmundo tinha diante de si o então bicampeão brasileiro – e o Palmeiras venceu por 2 a 1 em pleno Maracanã.

Começou aí uma longa tradição: Romário contra o Verdão era usualmente sinal de bola na rede. Foram 23 jogos, e em 14 deles o 11 foi às redes, somando 22 gols – o Palmeiras é o terceiro time que mais levou gols do atacante (apenas Botafogo e Olaria estão à frente, ou atrás dependendo do ponto de vista).

O Palmeiras ganhou uma taça à vera (o Rio-SP 2000) e duas amistosas (Copa Euroamérica 1996 e Troféu Naranja 1997) enfrentando o artilheiro. E foi vice de forma acachapante uma vez – claro, falamos da Copa Mercosul de 2000, em cuja decisão Romário fez seu segundo triplete no Alviverde – o primeiro, curiosamente, foi exatamente no supracitado Troféu Naranja, quando ele atuava pelo Valencia. Não, não tem link pra esses jogos.

Se é fato que enfrentá-lo era sinal de gol sofrido, também era muitas vezes um bom presságio: dos 23 encontros, vencemos 10 e empatamos 6. Das sete derrotas, a da Mercosul foi a penúltima: depois disso, ele só nos venceria em 2002, marcando um gol de pênalti em Rodrigo Taddei. Foi o terceiro dos cinco gols que ele faria através de penalidade máxima. Já não viriam muitos mais: os dois últimos foram numa goleada a nosso favor no Palestra: 5×2 em 2005.

O adeus foi em 2007, num empate em São Januário em que ele passou em branco. Antes, ja tinha rodado por Fluminense (levou 3×0 de um Palmeiras já quase rebaixado), Catar, EUA e Austrália. Ficaria na ativa por mais um ano, até marcar seu milésimo gol e enfim descansar em paz – no bom sentido, claro.

O velho Palestra Itália pôde vê-lo oito vezes. Não foi muito, mas foi certamente o suficiente para entender porque Romário foi o maior centroavante brasileiro, quiçá mundial, dos últimos 50 anos. Estes mesmos que ele hoje completa.

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Lista completa dos jogos de Romário contra o Palmeiras:

Flamengo 1×2 Palmeiras (BR 1995) – 1 gol

Flamengo 1×1 Palmeiras (Euroamérica 1996) – 1 gol

Flamengo 2×0 Palmeiras (CB 1997) – 1 gol

Palmeiras 0x1 Flamengo (CB 1997)

Valencia 3×1 Palmeiras (Naranja 1997) – 3 gols

Palmeiras 2×1 Flamengo (BR 1998) – 1 gol

Flamengo 2×1 Palmeiras (CB 1999) – 1 gol

Palmeiras 4×2 Flamengo (CB 1999) – desculpa, o dia era de Euller…

Flamengo 1×1 Palmeiras (BR 1999)

Vasco 3×3 Palmeiras (Rio-SP 2000) – 2 gols (1 de pênalti)

Palmeiras 2×1 Vasco (Rio-SP 2000) – 1 gol

Vasco 1×2 Palmeiras (final Rio-SP 2000) – 1 gol

Palmeiras 4×0 Vasco (final Rio-SP 2000)

Palmeiras 3×0 Vasco (BR 2000)

Vasco 2×0 Palmeiras (final Mercosul 2000)

Palmeiras 1×0 Vasco (final Mercosul 2000)

Palmeiras 3×4 Vasco (final Mercosul 2000) – 3 gols (1 de pênalti)

Palmeiras 1×3 Vasco (BR 2001) – 2 gols (1 de pênalti)

Vasco 2×2 Palmeiras (Rio-SP 2002) – 2 gols de pênalti

Fluminense 0x3 Palmeiras (BR 2002)

Palmeiras 5×2 Vasco (BR 2005) – 2 gols

Vasco 0x0 Palmeiras (BR 2005)

Vasco 2×2 Palmeiras (BR 2007)

romario2l

O jogo agora é mais difícil